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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 27 de novembro de 2020.

Potins desta sexta-feira



 Condenação por homofobia

O TJ do Rio de Janeiro manteve a sentença que condenou o presidente Jair Bolsonaro a pagar indenização de R$ 150 mil por declarações contra homossexuais feitas no programa CQC, da TV Bandeirantes, em março de 2011. As declarações e a condenação de primeira instância foram quando Bolsonaro ainda era deputado federal.

Ele disse ao programa que nunca passou pela sua cabeça ter filhos gays porque eles “tiveram uma boa educação", com um pai presente - então, não corro esse risco”.

A condenação de primeiro grau foi na 6ª Vara Cível do Fórum Regional de Madureira (RJ), cuja sentença afirmou que “a imunidade parlamentar não se aplica a declarações de cunho pessoal”. (Proc. nº 0115411-06.2011.8.19.0001).

• Punições futebolísticas

O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS) julgou ontem (9) o meia D'Alessandro, os técnicos Odair Hellmann e Renato Portaluppi e o assessor de imprensa do Grêmio João Paulo Fontoura por incidentes no Gre-Nal que decidiu o Gauchão, em 17 de abril.

D´Alessandro - que estava no banco de reservas - foi suspenso por dois jogos; Odair foi punido com uma partida. Ambos reclamaram de um pênalti marcado pelo árbitro Jean Pierre Lima com o auxílio do árbitro de vídeo (VAR) sobre o lateral-esquerdo Bruno Cortez.

E Renato foi apenas advertido pelo TJD-RS por ter invadido o campo durante a disputa dos pênaltis. A maior pena aplicada ao Grêmio foi para Fontoura, o assessor de imprensa. Ele foi denunciado por, supostamente, ter ameaçado o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, após o término do jogo. As punições valem apenas para o Campeonato Gaúcho de 2020.

• As seis ações do réu Temer

Independente da ação penal que apura o anunciado desvio de R$ 1 bi e 800 milhões nas obras de Angra 3 e que estão no ricochete jurídico da prisão imposta duas vezes a Michel Temer, ele tem mais cinco ações penais complicadoras da sua situação de múltiplo réu.

1 – Quadrilhão do MDB - Acusado de comandar uma organização criminosa composta de políticos, o então vice-presidente teria desviado dinheiro da Petrobras e de Furnas.

2 – Mala pesada - Em ação movida com base na delação de Joesley Batista, a denúncia acusa Temer de ser o beneficiário da mala carregada por Rocha Loures, filmado pela PF, saindo de uma pizzaria onde teria recebido a pizza financeira.

3 – Engevix (A) - O ex-presidente responde pela suposta apropriação de R$ 11 milhões, após contratação das empresas AF Consult (com sede na Finlândia), da Engevicz e da Argeplan em Angra 3.

4 – Engevix (B) - Michel, Moreira Franco, Coronel Lima e mais seis pessoas respondem pela contratação fictícia da empresa Alumi Publicidade por R$ 1,1 milhão pagos por serviços não prestados.

5 – Setor portuário - O ex-presidente e mais cinco pessoas teriam recebido propina da Rodrimar, que opera no Porto de Santos e foi beneficiada por um decreto presidencial em 2017.

 A velha política

Irmão de Geddel, o baiano Lucio Vieira Lima, hoje sem mandato, matou as saudades da Câmara na quarta-feira à tarde. Recebido com rapapés, foi visitar gabinetes dos quais era habitué, entre eles a presidência da Casa. Aí foi amistosamente recebido por Rodrigo Maia.

Certamente os dois não falaram sobre a denúncia contra o próprio Lúcio, apresentada em 29 de janeiro ao Supremo, e que se refere a um repasse de R$ 1,5 milhão oriundo das gavetas da Odebrecht.

• Páginas televisivas

Jair Bolsonaro – que segue sem conceder entrevistas à Globo – está encontrando maneiras de investir na própria imagem. No domingo foi ao SBT, onde, entre muitas amabilidades, Silvio Santos quis saber se o presidente “é confundido com o avô da filha caçula, que tem oito anos de idade”. O entrevistado aproveitou a deixa para uma autoanálise sexual: “Estou na ativa, sem aditivo” – respondeu.

No dia seguinte, Bolsonaro recebeu em Brasília a apresentadora Luciana Gimenez. “Me falaram que eu tenho que te chamar de senhor, mas isso eu não vou conseguir” – confidenciou a apresentadora. “Fica à vontade!” – tranquilizou o descontraído anfitrião. A conversa durou 50 minutos, e ficou só em amenidades, não entrando em qualquer tema polêmico. No finzinho, Luciana arrematou com um frase puxassaquista: “Bonitos os seus filhos, hein...

Dois dias depois, a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, revelou que Luciana Gimenez acabara de ser contratada como garota-propaganda do governo. Receberá dinheiro público para puxar e verbalizar elogiar a Reforma da Previdência.

Em tempo: o animador Carlos Massa, o popular Ratinho, também entrará no pacote; e Globo e globais continuam de fora.

• Vitória do Airbnb

A Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro considerou inconstitucional o projeto de lei que propunha a cobrança de ISS em cima de aluguéis de imóveis por temporada - um projeto que talvez inviabilizaria o Airbnb. O texto previa que os locadores deveriam se cadastrar na Prefeitura como empresas de hospedagem e pagar o tributo.

Segundo o relator da comissão, o vereador Thiago Ribeiro (MDB), “o projeto esbarra na competência da União de legislar sobre direito de propriedade e a cobrança de ISS só caberia se algum serviço estivesse atrelado à locação”.


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· E a cara sorridente de magistrados mineiros bafejados por altos salários.

· A engraçada comédia dos candidatos à Vice-Presidência da República.

· Uma benção na sede do TRF-2, para afastar assombrações noturnas.

· Indenizações do DPVAT vão ter indenizações aumentadas. Mas o custo do seguro também vai subir.