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Edição de terça-feira , 16 de julho de 2019.

Cola prejudicial à saúde



A 3ª Turma do TRT-RS decidiu que uma trabalhadora que manteve contato com a cola ciclohexanona tem direito a receber adicional de insalubridade. A decisão reforma sentença do juízo da 1ª Vara do Trabalho de Pelotas, que havia negado o pedido.

A reclamante atuou como auxiliar de produção na Lifemed Industrial, empresa fornecedora de equipamentos hospitalares, de 2013 a 2017 e, após o final do seu contrato, ajuizou ação, comprovando que utilizava agentes químicos, entre eles a cola ciclohexanona, para montar componentes de plástico.

Um perito inspecionou o local de trabalho e constatou que a empresa fornecia dedeiras (proteção para os dedos da mão) feitas de borracha comum para seus empregados, e que havia o contato eventual da trabalhadora com a cola ciclohexanona.

O relator do acórdão, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, ponderou que a cicloexanona é “uma substância bastante tóxica, que causa irritação nos olhos, pele, dermatites, mucosas e membranas, dores de cabeça, narcose e coma, afetando os olhos, a pele, o sistema respiratório, o sistema nervoso central, rins e fígado”.

O acórdão condenou a empresa a pagar adicional de insalubridade em grau máximo à trabalhadora. (Proc. nº 0020980-27.2017.5.04.0101).


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