Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira , 15 de outubro de 2019.

Cola prejudicial à saúde



A 3ª Turma do TRT-RS decidiu que uma trabalhadora que manteve contato com a cola ciclohexanona tem direito a receber adicional de insalubridade. A decisão reforma sentença do juízo da 1ª Vara do Trabalho de Pelotas, que havia negado o pedido.

A reclamante atuou como auxiliar de produção na Lifemed Industrial, empresa fornecedora de equipamentos hospitalares, de 2013 a 2017 e, após o final do seu contrato, ajuizou ação, comprovando que utilizava agentes químicos, entre eles a cola ciclohexanona, para montar componentes de plástico.

Um perito inspecionou o local de trabalho e constatou que a empresa fornecia dedeiras (proteção para os dedos da mão) feitas de borracha comum para seus empregados, e que havia o contato eventual da trabalhadora com a cola ciclohexanona.

O relator do acórdão, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, ponderou que a cicloexanona é “uma substância bastante tóxica, que causa irritação nos olhos, pele, dermatites, mucosas e membranas, dores de cabeça, narcose e coma, afetando os olhos, a pele, o sistema respiratório, o sistema nervoso central, rins e fígado”.

O acórdão condenou a empresa a pagar adicional de insalubridade em grau máximo à trabalhadora. (Proc. nº 0020980-27.2017.5.04.0101).


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Multa por má-fé em ação trabalhista reverte à APAE

Punição financeira a reclamante que buscava o vínculo de emprego. Mas as provas mostraram que ele era sócio da empresa reclamada, cuja titular era a ex-esposa. “Desfeito o casamento, o cidadão buscou a Justiça do Trabalho como meio de vingança pessoal ou rixa contra a ex-mulher” – diz o julgado.

Foto ESMAT

Mulheres recebem renda 17% inferior à dos homens por hora trabalhada

 

Mulheres recebem renda 17% inferior à dos homens por hora trabalhada

Para a Organização Internacional do Trabalho, a melhoria da divisão das tarefas domésticas é a mudança cultural mais importante para o progresso na igualdade de oportunidades. Juíza Noemia Garcia Porto (foto), presidente da Anamatra, sustenta que “a inserção, em igualdade de condições dignas e decentes, desafia pensar numa perspectiva de direitos humanos”.

Lide simulada: empresa é multada por má fé

Os advogados das duas partes são irmãos. Multa aplicada à empresa reclamada será revertida para a  Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo. Leia a íntegra do acórdão.