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Aceita a denúncia contra dentista acusado de matar gerente do Sicredi



A juíza Jacqueline Bervian, da 1ª Vara Judicial da Comarca de Encantado, recebeu a denúncia do Ministério Público contra o dentista Carlos Alberto Weber Patussi, acusado de matar Jacir Potrich, que era gerente do Sicredi, no município de Anta Gorda. Dessa forma, ele passa a responder como réu no processo criminal.

Na denúncia, o MP requereu a prisão preventiva do acusado, que foi negada: "O acusado possui endereço certo, profissão lícita, não sobrevindo aos autos, após sua soltura, nenhum elemento novo que indicasse que vem interferindo nas investigações policiais, seja por meio de poder econômico ou social, ou mesmo que apresente risco de fuga que pudesse comprometer a regular aplicação da lei penal", afirmou a juíza, ao assegurar a liberdade ao acusado.

Na fase de investigação do crime, foi decretada a prisão temporária do acusado. O TJRS concedeu habeas corpus para soltura, e determinou a apreensão do passaporte de Carlos Alberto Weber Patussi.

Para receber a denúncia, a magistrada entendeu que há indícios sólidos que envolvem o denunciado. Conforme a investigação policial, depoimentos apontaram que a vítima e o acusado mantinham animosidade e inimizade. “Os depoimentos colhidos na fase policial revelam a animosidade e inimizade entre denunciado e vítima, aliados, especialmente, às imagens do acusado dirigindo-se ao local em que se localiza o quiosque do condomínio e onde estava a vítima e, em seguida, alterando a posição das câmeras de segurança que captariam as imagens da saída desta do ambiente demonstram- se suficientes para, em juízo de cognição sumária, apontar o acusado como suposto autor dos delitos."

Para recordar o caso

· A vítima, Jacir Potrich, era gerente do Sicredi há 25 anos na cidade de Anta Gorda. Ele desapareceu no dia 13 de novembro de 2018. Dois dias após o seu desaparecimento, bombeiros esvaziaram o açude, localizado próximo à sua residência, mas nada foi localizado.

· O dentista foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, por meio que dificultou a defesa, emprego de asfixia – estrangulamento – e motivo torpe. Para o MP, a motivação do crime é a desavença gerada entre os dois vizinhos, depois que o Banco Sicredi, em cuja agência Potrich era gerente, ter se mudado de imóvel. O prédio antigo pertencia a Patussi e era alugado, garantindo-lhe renda mensal.

· A conclusão sobre o emprego de asfixia, segundo o MP-RS, baseia-se no fato de que nenhum vestígio de sangue ou material genético da vítima foi encontrado. Isso descartaria, por exemplo, o emprego de arma de fogo ou mesmo de uma faca.

· O corpo até hoje não foi localizado. (Proc. nº 044/21800021010).

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