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Edição de terça, 9 de agosto de 2022.
(Próxima edição: sexta dia 12.)
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Um start, para entender como em determinada comarca, o processo do tipo ´x´, com pedido ´y´ será julgado...



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Chargista Periotti

É bom ir se acostumando com estrangeirismos, pois eles vieram pra ficar, seja no mercado corporativo, seja no direito. E para dar um start, um início a esta coluna quinzenal no Espaço Vital, nada melhor do que falar um pouco sobre o que ela irá abordar.

A coluna On/Off é um local para debatermos o que está ON na advocacia, como inteligência artificial, robôs, jurimetria, softwares jurídicos, workflow entre outros; e também o que está OFF, como práticas inadequadas de gestão, uso incorreto/incompleto da tecnologia, etc.

E por falar em ON, a bola da vez é a inteligência artificial. Mas, o que vem a ser afinal inteligência artificial, bem como conceitos novos de robôs e jurimetria?

Vamos analisar cada um de uma forma simples, direta e objetiva para demonstrar sua importância e ênfase:

Robôs nada mais são do que softwares que conversam com outros softwares (sinto muito você que imaginou o exterminador do futuro, mas ele continua sendo só um filme - exceto a Skynet que vamos abordar numa futura coluna e já foi até iniciada). E basicamente no direito os robôs se dividem em dois tipos:

a) Os que conversam com os sistemas do Judiciário (seja por captura de informações, seja por acesso ao processo eletrônico);

b) Os que conversam entre si (softwares particulares entre si).

Jurimetria é a estatística aplicada ao direito. Temos hoje em dois níveis basicamente: analítica e preditiva.

a) A analítica utiliza bancos de dados de processos judiciais por exemplo, para entender como em determinada comarca, o processo do tipo ´x´, com pedido ´y´ é julgado.

b) Já a preditiva pega no teu software o pedido do processo, por exemplo, e pode fazer uma predição sobre como será julgada aquela demanda, com base em outros julgados similares.

E a inteligência artificial, que ainda está engatinhando no direito, é um software que aprende sozinho a partir de premissas dadas anteriormente a ele.

Aliás, um dos grandes perigos e problemas da implantação e manutenção da inteligência artificial é justamente este aprendizado, pois se aprender errado toda construção posterior da dita inteligência estará errada.

Assim, sendo ON a inteligência artificial, é totalmente OFF aplicar a mesma sem antes pensar na gestão, nos fluxos, nos caminhos e meandros pelas quais ela irá aprender e ser útil ao negócio.

Aliás, métrica de ON/OFF totalmente válida em qualquer questão de tecnologia: se não for útil com aplicabilidade prática e simples, não vale a pena.

Acompanhe-nos nas sextas-feiras, quinzenalmente, aqui no EV. Novo encontro no dia 19.

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gustavo@gustavorocha.com
#On/Off uma coluna para quem se liga no direito, tecnologia e gestão.


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