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Edição de terça-feira , 16 de julho de 2019.

Grupo ataca mesquitas e mata 49 pessoas na Nova Zelândia



Dois ataques terroristas simultâneos a mesquitas na Nova Zelândia deixaram ao menos 49 mortos, nesta sexta-feira (15), na cidade de Christchurch. Outras 48 pessoas foram feridas pelos disparos e estão nos hospitais da cidade.

A informação é da Polícia da Nova Zelândia e foi confirmada pela primeira-ministra do país, Jacinda Ardern.

Segundo o chefe da polícia Mike Bush, quatro pessoas foram detidas, três homens e uma mulher, suspeitos de participarem dos ataques.

Um homem armado entrou em uma mesquita chamada Masjid Al Noor e disparou contra os fiéis. Neste ataque, 41 pessoas morreram. Apesar de ainda não estar confirmado, o atirador também teria feito uma transmissão ao vivo do ataque em uma rede social.

Outro ataque também foi registrado no Centro Islâmico Linwood, próximo da primeira mesquita atacada. Desta vez, os terroristas fizeram sete vítimas. Uma outra vítima morreu a caminho do hospital, totalizando 49 mortos no ataque, até o momento.

Ainda de acordo com Jacinda Ardern, a polícia informou que encontrou explosivos no carro de um suspeito e que eles foram desarmados.

Mais cedo, a primeira-ministra evitou confirmar o número de vítimas no ataque, definido por ela como "um ato de violência extraordinário e sem precedentes", no que descreveu como "um dos dias mais sombrios da Nova Zelândia".

Entre 300 e 500 pessoas estavam dentro da mesquita quando um homem, utilizando uma arma automática, começou a disparar. De acordo com uma testemunha, o agressor usava um capacete, óculos e uma jaqueta militar.

A porta-voz da comunidade muçulmana, Mustafa Farouk, disse que pelo menos seis pessoas ficaram feridas, duas delas gravemente, no ataque à mesquita, segundo a rádio New Zealand. 

A polícia bloqueou o centro da cidade, localizada na ilha sul da Nova Zelândia, e pediu para a população que permaneça nas suas casas enquanto procura pelos agressores.

Pelo Twitter, a polícia afirmou estar "recorrendo a todas as suas capacidades para lidar com essa situação, mas o risco ainda é muito alto".

Entre os fiéis que se encontravam na mesquita, estavam vários membros do equipe de críquete de Bangladesh, que tinha programada a disputa de um jogo, nesta sexta-feira, contra a Nova Zelândia.


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