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Edição de terça-feira , 16 de julho de 2019.

Madrasta admite que matou Bernardo e inocenta o pai pela morte de filho



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O médico e a enfermeira, aparentemente felizes, um ano antes do crime. Como diria Altemar Dutra em ´O Trovador´: “Os velhos tempos que não voltam mais...”

Graciele Ugulini, madrasta do menino Bernardo, começou o depoimento no quarto dia de julgamento, que ocorre desde a última segunda-feira (11/3), no Fórum da cidade de Três Passos, ao norte do Rio Grande do Sul. Ela afirmou que a maioria dos fatos constantes na acusação, ocorridos durante o assassinato de Bernardo, em abril de 2014, é verdadeiro. "O Leandro não tem nada a ver, só quero o perdão dele. O Leandro não tem nada a ver com isso, é tudo culpa minha" - afirmou a enfermeira, acusada de homicídio triplamente qualificado.

Graciele chorou durante o depoimento que teve início às 9h35 desta quinta-feira (14), e se estendeu até o fim da manhã. Esta foi a primeira vez que Graciele prestou esclarecimentos publicamente sobre o crime. O único depoimento que deu foi à polícia, em 30 de abril de 2014.

Ao depor ontem, a madrasta afirmou que levou Bernardo com ela na viagem de Três Passos a Frederico Westphalen, e que o menino estava muito agitado. Para “acalmá-lo”, a enfermeira deu cinco doses do medicamento Ritalina. "De repente eu olhei, ele estava encostado, babando... levantei a camiseta dele e vi que não tinha movimento respiratório. Chacoalhei, mexi ele e nada", lembrou.

Graciele Ugulini afirmou à juíza que a amiga Odilaine Uglione, também ré no caso, queria levar de imediato o garoto, já desacordado ao hospital para receber atendimento. No entanto, a enfermeira admitiu que preferiu esconder o corpo da criança devido à relação dela com o marido e pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini. "Admito que dissimulei. Tentei de todas formas agir de forma normal para Leandro não desconfiar", revelou a enfermeira.


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