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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 22 de maio de 2020.
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A noite NÃO e a noite SIM



Arte de Camila Adamoli sobre foto Uol

Imagem da Matéria

Ao iniciar o ano, com a retomada das competições, estava decretado que o Internacional apenas aguardaria o tempo passar para ser eliminado da Libertadores. Enquanto isso, o nosso tradicional adversário era considerado o melhor time da competição (à época sem jogar), pronto para derrubar um a um os seus adversários.

Sublinhe-se que todo o cenário foi montado apesar da dita majoritária “imprensa vermelha”, apontada pela vertente paranoica como manipuladora da opinião pública gaúcha.

A partida inaugural do Internacional desencadeou uma série de comentários, como se houvesse perdido. Ao contrário, o rival colheu as “glórias de um glorioso” empate, apontado como uma mera etapa para as esmagadoras vitórias que viriam em seguida. Segundo boa parcela da imprensa a afirmação do alvissareiro futebol viria na sequência.

Ninguém pode afirmar que a primeira vitória do Internacional foi fruto de um futebol exuberante. Todavia, adotando a lógica utilitarista, vitória é vitória.

Veio a segunda rodada, recheada pelo ingrediente - jogos em casa. Aí o assanhamento do melhor sem jogar, foi insuperável. O palco do grande espetáculo estava sendo apontado como no Humaitá.

Pois bem, veio a terça-feira e o “melhor”, o virtual “dono da América”, esfacelou-se aos olhos de todos. Foi derrotado perante a sua torcida, sem esboçar qualquer reação. Nem mesmo os ídolos do momento foram capazes de imposição em campo.

Foi um banho de realismo que paralisou o treinador.

Como sempre, vi o jogo na tevê e ouvi pelo rádio.

Patético! A narrativa e os comentários, ufanistas na essência, não correspondiam com aquilo que eu testemunhava com os olhos.

Para não perder tempo com detalhes, aludo um comentário lançado quando anunciado os descontos de quatro minutos: ... “É o necessário para empatar o jogo”...

Acerca do tsunami paraguaio que invadiu Humaitá, o treinador derrotado limitou-se a afirmar: ...”Hoje foi o dia NÃO...”

Admitindo a prosaica explicação, temos que admitir o dia, ou mais precisamente a noite, SIM.

Ela veio vinte e quatro horas após. O time do Internacional revelou perante a torcida vibrante, a melhor apresentação dos últimos anos. Deu tudo certo!

Coincidentemente, na trilha de minha manifestação anterior neste espaço Jus Vermelha, relativa à necessidade de unificação e pacificação do Internacional como premissa às conquistas, estava sendo esboçada a unidade das principais forças políticas para a composição da mesa do Conselho Deliberativo e Fiscal.

Um passo importante está sendo dado, a eleição de José Aquino para presidente do Conselho, uma garantia de autonomia e independência para o órgão.

Cada vez mais é hora de apoiar o time e atletas, pois futebol se ganha jogando.


A PALAVRA DO LEITOR

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