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Edição de sexta-feira , 14 de junho de 2019.
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A necessária pacificação no Inter e a proximidade da Libertadores



Na história do Internacional, a conquista de títulos sempre ocorreu em um ambiente de inserção de todas as forças políticas.

Muito se fala em pacificação do ´clube do povo´, mas não há dúvidas que isso somente é possível se houver grandeza, visão e generosidade por parte de quem está no poder. Há que se levar em consideração que nos clubes de futebol o ambiente político é dinâmico, influenciado que é pelos resultados de campo.

Os mesmos que votaram na atual direção, em percentual expressivo, são aqueles que hoje consideram insuficientes os passos dados para a conquista de títulos. O que até hoje testemunhamos em campo, não é um time que embale os nossos sonhos expectativas.

Mas, falando em pacificação, é importante definir responsabilidades.

Àqueles que entendem que a pacificação somente é possível com o amordaçamento ou neutralização da oposição, o troféu da mediocridade. Diversamente, a inclusão é um movimento oposto à exclusão.

Há anos a mesa do Conselho Deliberativo do Internacional, organismo que permite pelo voto direto do associado o ecoar das mais diversas posições, tem servido como extensão da administração. Prestou-se, pelos diversos presidentes do Conselho que surfaram na onda da maioria, a um alinhamento vergonhoso. Manobras descaradas, composições hegemônicas das comissões e emperramento das discussões que pudessem colocar em risco o apetite de dominação da direção.

É justamente a mediocridade que leva a esse comportamento.

Mesmo que minoria ocasional, recomenda a melhor prática a inclusão de todos, mesmo que proporcionalmente. Dividir responsabilidades é o melhor caminho para a pacificação.

O comportamento generoso de quem governa é que retira o clima de disputa permanente. Entretanto, há temperos indispensáveis: inteligência e visão deque o Internacional não é propriedade de ninguém, muito menos por hereditariedade.

Bem perto de nós, sem nenhum preconceito, existe um exemplo disso. O presidente Romildo Bolzan marca a sua gestão pela inclusão. Temos que ser modestos em reconhecer, percebendo o quanto isso é positivo para que se obtenha resultados, sejam eles administrativos, financeiros e no futebol.

Está bem próxima a eleição da mesa do Conselho Deliberativo do Inter e seria o momento de escolher um candidato que somasse e não dividisse forças. Alguém compromissado com as funções destinadas ao Conselho e, por consequência a sua grandeza.

Dentre os nomes possíveis, vejo com muita simpatia o de José Aquino Flores de Camargo, experiente na direção de outras entidades, todas plurais. Estamos diante de mais uma encruzilhada. Ou damos um passo à frente, ou ficamos no mais do mesmo.

A atual mesa do Conselho, apenas contribuiu para aprofundar ainda mais as diferenças entre situação e oposição.

Estamos diante de várias possibilidades. Campeonato gaúcho, Brasileirão, Copa do Brasil e, principalmente Libertadores.

Somente com a pacificação, sem que isso represente adesismo, poderemos seguir em frente. A oposição não pode abdicar do seu papel de fiscalização da gestão, mas precisa ser ouvida. Esse comportamento, podem ter certeza, representa muito mais do que qualquer campanha de marketing envolvendo a Libertadores.

Afinal, o que nos une é o sentimento colorado.


A PALAVRA DO LEITOR

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