Ir para o conteúdo principal

Porto Alegre (RS), sexta-feira, 10 de julho de 2020.

Babaquice tupiniquim



Coincidência. No mesmo espírito de registro de hoje, no Espaço Vital, “O temor irônico de advogados: terem que usar gel no cabelo...”, o jornal O Globo, do Rio, publica hoje (8) interessante matéria sobre o insensível uso obrigatório de paletós e gravatas, pelos advogados, em alguns tribunais.

Escreve o colunista sergipano, radicado no Rio:

O Órgão Especial do TRF da 2ª Região gastou, ontem (7) mais de uma hora para decidir, por maioria de votos, que advogados (tan, tan, tan, tan!) terão, sim, de usar terno e gravata durante as sessões, mesmo durante o verão, ao contrário de três outros tribunais regionais (TJ-RJ, TRE-RJ e TRT-1).

De um lado, tinha desembargador defendendo a retirada do adorno em torno do pescoço por causa do imenso calor nesta época do ano. (A OAB tem pesquisa mostrando que, entre os advogados, 46% têm pressão alta, bem acima da média nacional, de 25,7%, e o quadro pode se agravar com o tempo quente).

Do outro lado, havia magistrados defendendo a gravata em nome do “decoro e o respeito” ao Poder Judiciário.

A vice-presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basílio, considerou o debate sobre a gravata uma “babaquice tupiniquim”.

Ela ainda brincou com o fato de o marido, André Ricardo Cruz Fontes, presidir o TRF-2:

— Hoje ele vai dormir na portaria! – arrematou.

Leia nesta edição do Espaço Vital

“O temor irônico de advogados: terem que usar gel no cabelo”...


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Notícias Relacionadas

Luiz Fux afirma que há uma “sanha de protagonismo judicial”

O ministro avaliou que isso prejudica o STF. Futuro presidente da Corte (assume em setembro), ele complementou que “no Estado Democrático de Direito a instância hegemônica, que tem que resolver os problemas, é o Poder Legislativo”.

Foto: Ascom MP/AP

Desembargador é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

 

Desembargador é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

MPF acusa o magistrado - do TJ do Amapá - Manoel de Jesus Ferreira Brito (foto), dois servidores do MP estadual e um empresário. Defesa do desembargador é feita por seu filho, presidente da Seccional da OAB amapaense: “Escolheram o pior momento social para fazer política; poderiam estar cuidando da saúde do povo”.