Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira , 20 de agosto de 2019.

Babaquice tupiniquim



Coincidência. No mesmo espírito de registro de hoje, no Espaço Vital, “O temor irônico de advogados: terem que usar gel no cabelo...”, o jornal O Globo, do Rio, publica hoje (8) interessante matéria sobre o insensível uso obrigatório de paletós e gravatas, pelos advogados, em alguns tribunais.

Escreve o colunista sergipano, radicado no Rio:

O Órgão Especial do TRF da 2ª Região gastou, ontem (7) mais de uma hora para decidir, por maioria de votos, que advogados (tan, tan, tan, tan!) terão, sim, de usar terno e gravata durante as sessões, mesmo durante o verão, ao contrário de três outros tribunais regionais (TJ-RJ, TRE-RJ e TRT-1).

De um lado, tinha desembargador defendendo a retirada do adorno em torno do pescoço por causa do imenso calor nesta época do ano. (A OAB tem pesquisa mostrando que, entre os advogados, 46% têm pressão alta, bem acima da média nacional, de 25,7%, e o quadro pode se agravar com o tempo quente).

Do outro lado, havia magistrados defendendo a gravata em nome do “decoro e o respeito” ao Poder Judiciário.

A vice-presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basílio, considerou o debate sobre a gravata uma “babaquice tupiniquim”.

Ela ainda brincou com o fato de o marido, André Ricardo Cruz Fontes, presidir o TRF-2:

— Hoje ele vai dormir na portaria! – arrematou.

Leia nesta edição do Espaço Vital

“O temor irônico de advogados: terem que usar gel no cabelo”...


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Novo presidente do TRF-4 assume exaltando tom conciliador

O desembargador Victor Laus citou o Papa Francisco. "O sumo pontífice defende que construamos pontes, não muros. De modo que a exaltação de ambos os lados, o desrespeito à privacidade e o estímulo às polêmicas sem fim devem ser deixados para trás”. O ministro Sérgio Moro esteve presente. Mas o seu anunciado discurso terminou não ocorrendo.

Arte de Camila Adamoli sobre fotos do YouTube (E) e Allysson Mainieri (D)

Impasse jurisdicional entre juíza e desembargador gaúchos

 

Impasse jurisdicional entre juíza e desembargador gaúchos

No julgamento de um agravo de instrumento contra decisão da magistrada Fabiana Kaspary – por descumprimento de uma decisão da 5ª Câmara Cível do TJRS - o desembargador Jorge do Canto aplicou a ela multa de 20% sobre o valor da causa. A Ajuris e a juíza interpuseram mandado de segurança, requerendo segredo de justiça. Este foi concedido e depois revogado pelo 3º Grupo Cível do tribunal gaúcho. Caso foi decidido anteontem (12) em julgamento de recurso especial. A multa não subsiste. Para o TJRS e o STJ “juiz não pode ser punido com multa do CPC por ato atentatório ao exercício da jurisdição”.