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Edição de terça-feira , 16 de abril de 2019.
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Internacional x Internacional



O futebol oferece, à nossa reflexão e inquietude, alguns mistérios difíceis de decifrar. Sabemos que as férias, consideradas a natureza e a finalidade, constituem um período necessário ao restabelecimento do trabalhador. Para o comum dos humanos, o retorno das férias é acompanhado da vontade renovada.

Mas no futebol não é assim, ao menos no Internacional.

Nos últimos anos, o retorno às atividades normais tem sido sofrível, especialmente se compararmos o final da temporada anterior com o começo da seguinte.

O dogma de que estamos diante de uma atividade física e que é preciso retomá-la aos poucos é no mínimo relativo. Como imaginar que um atleta que é submetido a treinamento intenso durante onze meses, mobilizado para as competições, em apenas 30 dias perca significativamente as suas habilidades e condicionamento. Isso seria uma verdade absoluta, se a totalidade das equipes apresentassem no início da temporada o mesmo rendimento insatisfatório. Mas isso não ocorre.

Há equipes que retornam com quase o mesmo rendimento revelado no ano anterior.

Ouso imaginar que a realidade repetida, nos remete a outras especulações.

As férias, obrigação legal para com os atletas e a parada nas atividades futebolísticas, não pode gerar a paralisação da estrutura.

Ao contrário, a parada no futebol que leva a uma sensação de relaxamento e de descompromisso, pela ausência da pressão na obtenção de vitórias, permite que o restante dos profissionais do futebol e a diretoria permaneçam trabalhando.

Quando falamos que o futebol exige planejamento, é justamente isso.

Na parada dos atletas e das competições, o restante da estrutura deveria funcionar a todo o vapor, prevendo o recomeço e atenuando os seus efeitos. Não esqueçamos que uma retomada sofrível das atividades em campo, acarreta não só um obstáculo desnecessário aos atletas, como também incertezas e temeridades aos torcedores.

Assim, como nesse aspecto não houve planejamento, com mais esforço troquemos a roda com o carro andando.

Há tempo, embora o desgaste adicional.

Essa diretoria deve títulos aos torcedores, sendo que perdeu chances efetivas, como a do Campeonato Brasileiro de 2018. Agora, ganhar o Campeonato Gaúcho é obrigação.

Quando o Internacional retomou o seu caminho de vitórias, iniciamos com a valorização do Gauchão. As férias acabaram!


A PALAVRA DO LEITOR

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