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Edição de terça-feira, 19 de março de 2019.

O Incrível Hulk é azul, ou vermelho?



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

Por Carlos Alberto Bencke, advogado (OAB-RS nº 7.969
bencke@benckesirangelo.com.br

Conta-se que na cidade marciana de Forno Alegre existiam dois grandes times de futebol. Um azul, o outro vermelho - como eram as cores dos habitantes da cidade. Ambos disputavam o campeonato intergaláctico, mas a disputa maior, pau a pau, ocorria mesmo na cidade de origem.

Quando disputavam o clássico Zul-Ver era comum um admirador de um, ou outro, servir de árbitro. Os vermelhos eram isentos, imparciais, assim vistos pela imprensa local. Os azuis costumavam admirar os vermelhos e faziam questão de mostrar que não eram azuis.

Para apitar, seguidamente convocavam um rapaz alto, forte, espadaúdo, loiro e de olhos claros que era muito considerado, tanto que arbitrava outros grandes jogos do campeonato intergaláctico.

Nascera azul, mas quando pegava o apito para trabalhar no clássico Zul-Ver transformava-se - tal qual o ator Bruce Banner - no Incrível Hulk: o azul, sua cor natural, virava um vermelho vivo, só para mostrar que não torcia para o azul.

Contam os mais antigos marcianos forno-alegrenses que conheciam uma história idêntica em que o famoso ex-craque Fogo Azul, que arrastava os erres das palavras, se transformava em Fogo Vermelho quando apitava o clássico.

Até que, um dia, os azulistas foram na sede do clube e queimaram sua foto de ídolo. Com fogo vermelho.


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