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Edição de terça-feira, 19 de março de 2019.

Advogada fica "presa" no autoatendimento do Bradesco



Arquivo pessoal (reprodução)

Imagem da Matéria

Cledia Maria Padilha Nunes fazia saque no minuto em que agência da Avenida Venâncio Aires, em Porto Alegre, se fechou com ela na parte interna do autoatendimento

Eram pontualmente 22h de sábado (15) – pouco antes do tardio jantar da advogada porto-alegrense Clédia Maria Padilha Nuñez, 50 de idade (OAB-RS nº 57.691), e o destino dela era a Churrascaria Giovanaz, na Avenida Venâncio Aires, conhecida na região por só aceitar pagamentos em dinheiro ou cheque. Por isso, Clédia estacionou e caminhou cerca de 100 metros até os terminais eletrônicos do Bradesco, na mesma via, bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre.

No momento em que a correntista completou o saque de R$ 70, as luzes se apagaram, o ar-condicionado desligou e as portas se trancaram. As informações são do Clic RBS, em texto do jornalista Cauê Fonseca e foram postadas ontem (17), por volta das 17h. “Havia um botão do lado de dentro para que a porta abrisse, mas talvez o mecanismo também se desligue automaticamente às 22h. Fiquei presa ali, naquele forno, sem saber o que fazer” – relatou a advogada..

Uma complicação: Clésia havia deixado o celular dentro do automóvel. Também não havia ninguém ainda esperando por ela na churrascaria. Precisaria chamar a atenção de um estranho para tomar alguma providência.

Ainda bem que aquele horário era o momento exato de encerramento da empresa Company Galetos, do outro lado da rua. O proprietário, Sandro Ferreira, estava parado em frente ao estabelecimento, antes de tomar o rumo de casa.

Ele relata que “estava olhando para o Bradesco quando vi as luzes se apagarem com uma mulher dentro. Achei estranho. Daí vi que ela não saía e, logo depois, veio acenar na porta para chamar a atenção”.

Sandro ligou para a polícia, que sugeriu uma chamada aos bombeiros. Estes chegaram 45 minutos depois, após concluírem um atendimento na Ilha da Pintada. Ao todo, a advogada ficou cerca de uma hora “presa” no terminal de autoatendimento.

Clédia elogia a equipe do sargento Lúcio Munhoz, que não teve alternativas senão arrombar a porta. Ela é crítica ao atendimento do banco.

- Não havia um botão de pânico, um canal de atendimento para emergências, nada... Nem mesmo um aviso de que isso poderia acontecer naquele horário. E se tivesse acontecido com a minha mãe, ou com pessoas mais idosas?...

Clédia adiantou que vai ingressar com uma ação por danos morais, contra o Bradesco, como "medida pedagógica".

Ao Clic RBS ela diz que ao menos o episódio não estragou de todo a noite, porque “passado o susto e com um pouco mais de uma hora de atraso, o churrasco foi degustado”.

A anterior refeição dela tinha sido o almoço e, pelas circunstâncias, ela terminou sendo a última cliente daquela noite, na Churrascaria Giovanaz.

Contraponto

O Espaço Vital ofereceu ao Bradesco a possibilidade de contraponto. Mas não houve resposta, até o fechamento desta edição.


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