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Edição de terça-feira ,12 de novembro de 2019.
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O coronelismo no Inter já foi abandonado, ainda bem!



Imagem da Matéria

Quando as mudanças ocorrem aos nossos olhos, quando participamos do cotidiano das transformações, se não nos afastarmos um pouco, alcançando a distância necessária para a ampliação da visão do fenômeno, corremos o risco de uma análise tardia e, via de regra contaminada pela tradição.

Nas últimas eleições presidenciais, os menos atentos foram atropelados por uma radical alteração nos hábitos do eleitor. Quando me refiro aos menos avisados, incluo os experts, os analistas políticos, enfim, aqueles que apostaram que o tempo de exposição dos candidatos na propaganda eleitoral obrigatória seria o elemento decisivo para o resultado.

Ao contrário, o resultado revelou que os veículos tradicionais, rádio, jornal e televisão, possuem uma influência cada vez menor para o eleitor.

Os recursos financeiros destinados às campanhas também tiveram menos importância.

Os especialistas, aqueles que ocupam espaços tecendo comentários endereçados aos candidatos e às suas ações eleitorais também perderam importância e mercado.

A novidade, diz com as chamadas redes sociais, um fenômeno resultante da web que democratizou a informação, selecionando a interlocução informativa por identidades culturais, sociais, etc. Claro que temos excessos, as “fake news” são o exemplo. Todavia, a reação a elas é um caminho que vem sendo construído pela grande massa de usuários, com o aperfeiçoamento da filtragem. Isso também ocorreu relativamente aos veículos tradicionais e para com os ditos especialistas.

A análise dos indivíduos, agora possível graças ao coletivo virtual, flagrou a manipulação de muitas estrelas do jornalismo.

Este espaço é dedicado ao futebol e suas circunstâncias, o que me afasta de qualquer propósito político partidário. As circunstâncias abrangem as eleições nos clubes que graças à abertura que permite o voto ao associado e alguma identidade com o processo eleitoral institucional.

Quando estive dirigente do futebol do Internacional, inaugurei no Rio Grande do Sul, o contato direto com o torcedor, via Twitter – e, observada a novidade da ferramenta à época, contei com mais de 16 mil seguidores. Não buscava promoção pessoal, mas defesa. Tive a convicção de que pelas minhas opiniões e ações, seria alvo de chumbo grosso por parte daqueles que se serviam do jornalismo para atenderem “compromissos”.

Sabemos que não há perenidade na comunicação e seus veículos. Alguns impérios ruíram. O Dr. Breno Caldas e o Adolfo Bloch são exemplos disso.

Percebo com clareza que ainda há casos de jornalistas esportivos que atuam com a nítida tarefa de influenciarem o resultado das eleições do Internacional. Não percebem que seus pretensos comentários têm, quando muito, a profundidade do espelho d’água do Parque da Redenção.

Graças aos grupos formados nas redes sociais, é possível ao associado acessar projetos, cotejar histórias e, assim, dar-se conta da escandalosa imparcialidade de alguns.

Atualmente são poucos, pouquíssimos e só não emprego o singular para não dar - a quem não merece - a importância que não tem.

Acompanho as redes sociais e percebo que as discussões acerca do papel de uma direção qualificada e da importância de um Conselho Deliberativo independente, são cada vez mais intensas. São raras as ofensas e os debates dirigidos a interesses que desbordam do clube. Já abandonamos o coronelismo no Internacional. A última vez que foi dito: “Este é o meu candidato!”

Deu no que deu e não preciso repetir aquilo que já está registrado na história colorada.

Convido para que acessem os espaços virtuais das chapas, comparando as propostas e as análises e divulgando as suas opiniões. Somente assim estaremos contribuindo para afastar, também da política dos clubes, os oportunistas e aproveitadores.

A Libertadores 2019 que nos aguarde!


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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