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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 10 de julho de 2020.
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Entenda o que será julgado no Conselho do Inter



Chargista Sinfrônio

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Muito tem sido dito acercado chamado caso Piffero, hoje sinônimo de uma má administração que culminou com o rebaixamento em 2016. Quando sou perguntado por torcedores, quase sempre os questionamentos dizem respeito aos resultados das investigações e as possíveis penas aplicáveis.

Assim, aproveito esta Jus Vermelha para tentar esclarecer alguns aspectos.

Diante de uma auditoria ordinária, avançaram as suas conclusões ao apontar indícios de irregularidades, especialmente na retirada de valores significativos do caixa, sem a correspondente apresentação de documentos idôneos que pudessem inequivocamente atestar os gastos.

Com fundamento na legislação geral e coercitiva aplicável às instituições desportivas, houve a instalação de uma comissão especial do Conselho para investigação. Em sequência, os indiciados apresentaram defesa dirigida ao Conselho Deliberativo que, em reunião já convocada para o dia 23 deste mês, decidirá sobre aquelas penalidades sugeridas.

Segundo entendo, a responsabilização não cessa aí. Há, no caso, dois outros caminhos que seguramente serão apontados pelos conselheiros. O primeiro, diz com a possibilidade de encaminhamento cumulativo à Comissão de Ética que, diante da norma estatutária, poderá aplicar a pena de exclusão do quadro social.

Por outro lado, deverá o Internacional buscar o ressarcimento perante os responsabilizados, dos valores irregularmente subtraídos dos seus cofres.

Por iniciativa do Conselho Deliberativo e diante da possibilidade de enquadramento criminal, foi provocado o Ministério Público estadual que, segundo a sua competência constitucional, aprofundará as investigações, podendo denunciar à Justiça os implicados nos atos eventualmente ilícitos.

Lamentavelmente, sob a alegação da falta de tempo, ou da sonegação de documentos pela atual direção, muito pouco avançamos nos assuntos do futebol. Sei, com clareza que aí está o olho do furacão.

A minha preocupação atual, diz respeito à verdadeira maçaroca procedimental (regras para o julgamento pelo Conselho), até então não divulgadas pelo presidente do referido órgão do clube.

Os leitores do Espaço Vital sabem muito bem que uma coisa é o mérito e outra, bem distinta é o instrumento utilizado para o processamento. No caso, acreditando tão somente em descuido, temo por nulidades graves no processamento e que levariam a uma eventual intervenção judicial declaratória de invalidação do processamento por desrespeito aos mais basilares princípios processuais.

Se isso ocorrer, o que seria por obra da mesa do Conselho, estaremos diante de uma grandiosa pizza. Muito barulho, muito falatório e nenhuma efetividade.

Aguardemos os fatos.


A PALAVRA DO LEITOR

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