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Porto Alegre, sexta-feira, 30 de julho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 3).
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Na Assembleia Legislativa do RS o desprezo a cadeirantes



Chargista Jean Galvão

Imagem da Matéria

•  Assembleia deficiente

Cerca de 500 advogados gaúchos reuniram-se, em congresso estadual, na quinta e sexta passadas, para debater grandes temas da advocacia trabalhista. Tudo nos trinques, menos a imobilidade administrativa da Assembleia Legislativa do Estado do RS.

A direção-geral da Casa ignora a vigência, desde 6 de julho de 2015, da Lei nº 13.146, que instituiu a inclusão das pessoas com deficiência, a elas assegurando, “em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais”.

Pródiga muitas vezes nos gastos públicos, mas cobrando caros R$ 10.409 – a título de “indenização por cessão de espaços do Auditório Dante Barone” - da Agetra, organizadora do evento, a dita Casa do Povo demonstrou que ali a Lei da Mobilidade não faz sentido.

Uma advogada cadeirante, vítima de recente acidente, teve que, no penoso sobe-e-desce, ser apoiada nos braços de prestativos colegas e de alguns servidores públicos. E, assim, foi ajeitada para suaves deslizamentos com as nádegas no chão pelos degraus da escada necessários ao acesso pessoal...

É que a cadeira de rodas não cabia nos elevadores disponíveis que davam acesso ao auditório. E, injustamente, as cabines próprias ao transporte vertical de pessoas com deficiência estavam, há vários dias, estragadas...

E – acreditem – não há rampas apropriadas!

A lei não pegou aqui!” – comentou, irônico e realista, um segurança, enquanto se preparava para ajudar na arrastada solução.

“Não aceitamos cheques”

Aliás, esse evento da Agetra realizado na Assembleia Legislativa revelou como a agência General Câmara (Porto Alegre), do Banrisul encara o uso dos cheques no Brasil.

Ao comparecer na mencionada agência para pagar a guia de recolhimento dos mencionados R$ 10.409, a tesoureira da associação foi obstada por uma ordem da gerência: “Não aceitamos cheque para esse tipo de pagamento”.

Soou estranho... Isso sem falar na burocracia e nos riscos de ter que ir, em outro banco, sacar o dinheiro.

Cruzes, Banrisul, francamente! Será preciso ir a um “posto Ipiranga”, ou... “chamar o Meirelles”? (A propósito, leiam mais sobre ele nos dois tópicos abaixo).

•  Trabalhadores do Brasil

Uma pesquisa qualitativa realizada por uma empresa de Curitiba pediu a 3.000 eleitores, em todos os estados brasileiros, que definissem, independentemente da verdadeira ocupação ou formação profissional, cada candidato - citando uma profissão. O resultado produziu surpresas.

Foi assim: Jair Bolsonaro, militar; Fernando Haddad, professor; Ciro Gomes, motorista de táxi; Geraldo Alckmin, funcionário público; Marina Silva, enfermeira; Álvaro Dias, advogado; Henrique Meirelles: professor de matemática.

•  Fazendo as contas

No sonho em ser presidente da República, Henrique Meirelles gastou R$ 45 milhões até aqui, da própria riqueza. Ele está com 2% das intenções de votos. Considerando os (estimados) 147 milhões de brasileiros que irão às urnas, o ex-banqueiro e ex-ministro tem 2,9 milhões de simpatizantes.

Assim, o “professor de matemática” Meirelles já deve ter concluído que cada voto lhe “custou” R$ 15,52.

Como precisa do apoio de 75 milhões de pessoas (50% do colégio eleitoral), no mesmo raciocínio Meirelles precisaria colocar mais R$ 1 bilhão e 140 milhões no projeto.


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