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Edição de sexta-feira , 20 de setembro de 2019.

Quem é a russa que quer punir os torcedores brasileiros acusados de assédio



Imagens Google

Imagem da Matéria

Ao contrário de que alguns veículos de mídia on-line publicaram ontem (20), a russa Alena Popova não é jurista. A mulher que está instigando o mundo a se manifestar em uma petição on-line - para que os torcedores brasileiros flagrados em um vídeo assediando mulheres de seu país durante a Copa do Mundo sejam responsabilizados - se identifica como ativista social.

Ela exerceu a atividade de jornalista, se diz uma empreendedora e trabalha desde 2014 com a deputada Galina Petrovna Khovanskaya na Duma, a chamada Câmara Baixa do Parlamento da Federação Russa. As informações são da Organização Extra Classe, mantida pelo Sinpro-RS (Sindicato dos Professor Privados no Rio Grande do Sul) e que se propõe realizar “um jornalismo além da superfície”.

Alena se diz chocada com as imagens que repercutiram nas redes sociais, causando revolta entre personalidades e internautas. A petição foi endereçada ao Ministério do Interior da Rússia e à Embaixada do Brasil no país.

Para Alena, a lei russa permite várias opções para penalizar alguém que agride publicamente a honra e a dignidade de outra pessoa. No caso dos brasileiros, a ativista acrescenta que eles não humilharam apenas a mulher que aparece no vídeo, como também todas as mulheres da Rússia. “No começo um dos homens acrescenta a palavra ´russos´”, declara.

Na descrição dos ´considerandos´ em que sustenta o abaixo-assinado, a ativista informa: “Os cidadãos estrangeiros em vídeo podem ser responsabilizados por cometer um delito nos termos da Parte 1 do artigo 5.61 do Código da Federação Russa sobre Infracções Administrativas”.

Desde 2013, Alena Popova ainda está à frente do projeto Mulheres Protegidas. “Dentro da minha luta contra a desigualdade de gênero eu me concentro no combate à violência doméstica que acontece em cada quatro famílias russas”. Segundo Alena é o problema mais crítico, “já que não só causa danos físicos, mas também psicológicos, influenciando assim a vida futura de uma mulher”, pontua.

Ela diz que está trabalhando o projeto no Legislativo para instituir uma lei contra a violência doméstica e, paliativamente, ajudando as mulheres vítimas na procura de alojamento temporário e prestando auxílio jurídico.

Para mais detalhes, leia a matéria assinada pelo jornalista Marcelo Barreto, diretamente na origem.


A PALAVRA DO LEITOR

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Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Gilson Goldani - Servidor Público Estadual 22.06.18 | 11:08:17

Lendo esta e outras notícias sobre estes fatos lamentáveis, e, além de dizer que estes "torcedores" não são a média do povo brasileiro - portanto não nos representam - opino que o nosso Embaixador na República da Rússia, deveria emitir uma nota oficial pedindo desculpas ao povo daquele país além de se colocar à disposição das autoridades locais para assegurar a aplicação da lei. Se na Rússia tais condutas são consideradas crimes, no Brasil são altamente reprováveis.

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