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Edição de sexta-feira , 21 de dezembro de 2018.
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OAB-RS exclui mais dois advogados



Gerson Kauer

Imagem da Matéria

 

 Mais duas exclusões

Aumentou, há poucos dias, a relação dos advogados excluídos dos quadros da OAB-RS. Na mais recente leva foram defenestrados os bacharéis Alceu Ferreira Nunes (ex-nº 21.417) e Vânia Margareth de Oliveira Abreu (ex-nº 23.665), cujas punições já têm trânsito em julgado.

No total são 49 pessoas que estão proibidas do exercício profissional advocatício. Desse total, um só caso remonta a 2002.

Os 48 restantes ex-advogados (as) foram punidos a partir de maio de 2006, quando começou a faxina ética que alcança 32 homens e 17 mulheres. Esta disparidade por gênero talvez comporte a análise de algum sociólogo, ainda mais em função de ser parelho o número de advogados e advogadas inscritas na entidade: 40.676 (H) e 39.693 (M). Há 983 inscrições masculinas a mais.

Leia a nominata dos excluídos, no saite da OAB-RS, clicando aqui.

 Indulto para Lula?

Um diz-que-diz extraoficial no Conselho Federal da OAB deixou muita gente de olhos arregalados ontem (21), em Brasília. É que a “rádio-corredor” dali irradiou que “Ciro Gomes teria se comprometido - se vier a ser eleito presidente da República - a indultar Lula”. O decreto seria baixado no dia 2 de janeiro de 2019.

O pré-candidato do PDT apressou-se, porém, em desmentir e enviar cópias de pronunciamentos anteriores. “Seria uma loucura prometer indulto a Lula, e além disso ele me mandaria à PQP”. Há controvérsias, porém.

O inegável é que, em agosto de 2016, quando Lula recém era réu da ação penal que, em abril de 2018, resultou em prisão, Ciro Gomes disse não descartar a possibilidade de um gesto extremo de “solidariedade pessoal”.

Seria a formação de um grupo de juristas, “para fazer uma espécie de sequestro do ex-presidente e levá-lo a uma embaixada com pedido de asilo para que ele pudesse se defender de forma plena e isenta”.

O que preocupa agora é o eventual futuro alcance das últimas palavras da frase acima.

  O indulto no forno

A propósito, o jornalista Elio Gaspari, em O Globo, observou que Ciro Gomes tem toda a razão quando diz que não se pode oferecer um indulto a Lula enquanto ele tiver recursos tramitando na Justiça – seria o mesmo que considerá-lo culpado.

Gaspari lembra que, em matéria de indulto presidencial, há um precedente histórico. Em 1974, um mês depois de ter assumido a presidência dos EUA, Gerald Ford perdoou Richard Nixon arrastado pelo Caso Watergate, argumentando que seu julgamento demoraria pelo menos um ano, dividindo o país.

O caso de Lula é diferente. O ex-presidente brasileiro não renunciou e já foi condenado em duas instâncias judiciais.

  Fim da impunidade?

O jornal britânico Financial Times – 130 anos de história, 2,2 milhões de leitores diários, sede em Londres – publicou no sábado, em sua página na internet, uma entrevista em vídeo, realizada no Brasil com o juiz Sérgio Moro. O entrevistador é o correspondente do jornal no Brasil, Joseph Leahy.

O magistrado brasileiro - que a tudo responde em inglês – foi apregoado como “o homem que encerrou cinco séculos de impunidade no Brasil”.

O compacto é de 3 minutos. Para assistir, clique aqui.


Comentários

Professor Padilla Ufrgs - Luiz Roberto Nunes Padilla - Professor Faculdade Direito Ufrgs 23.05.18 | 15:05:16
Resposta ao questionamento sobre "porque há mais homens excluídos?" é encontrada em nossos estudos postados no blog - procure por padillaluiz.
A Transdisciplinar TGpT apresenta a Antropologia Jurídica da raiz de todo o mal, a paicopatia. Essa mutação tem sido encontrada em 3% de nascidos homens e 1% de mulheres.
Saiba mais aqui http://bit.ly/desumanos
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