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Edição de terça-feira, 19 de fevereiro de 2019.

Exagero na relação conjugal



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

Meia-noite de uma sexta-feira, Sua Excelência e a esposa – ele cinquentão, ela quarentona - tentam apimentar o relacionamento sexual. Por isso combinam que ela, em decúbito ventral, será algemada num dos decorativos vãos da cabeceira da própria cama do casal. Tudo, então, corre em normalidade.

Mas, uma hora depois, no momento de soltar as amarras - algo dá errado. O douto homem faz tentativas, usa uma faca, um garfo, emprega até mesmo uma tímida serrinha de cortar madeira. Tudo em vão, a mulher segue firmemente presa. Eles decidem esperar o amanhecer para pedir ajuda. Três ou quatro horas angustiosas passam lentamente.

São, então, 7 horas da manhã quando os dois chegam a um consenso. O homem, então, dispara uma ligação. Do outro lado da linha, a telefonista do 190 parece não acreditar:

- O senhor prende a sua mulher na cama e está nos pedindo ajuda para soltá-la? – questiona a cabo PM.

Com a insistência do homem e, a convincente confirmação do pedido pela própria mulher no celular, a telefonista direciona a solução, mas faz uma advertência:

- Vamos despachar uma guarnição ao local, mas o casal fica advertido de que haverá prisão em flagrante se isso for um trote.

Dez minutos depois, com a chegada de dois PMs, o inusitado se confirma. As algemas são visíveis. A esposa, vestindo peça única, está imobilizada, mãos entrelaçadas acima da cabeça, mas firmemente presas à cabeceira. A mulher denota também estar constrangida.

O soldado usa uma chave universal, própria para abrir algemas e logo solta a mulher. Antes de se retirarem, os policiais perguntam se ela pretende representar contra o homem. A resposta é tranquilizadoramente negativa.

Ao encerrar a ocorrência – cujo atendimento prático não dura mais do que dois minutos - o sargento liquida com qualquer controvérsia:

- Avalio que foi uma relação íntima exagerada, e afasto totalmente a hipótese de cárcere privado – diz, pelo rádio da viatura, ao oficial que está na chefia no centro de operações.

Na segunda-feira seguinte, o comandante do batalhão – no uso de suas atribuições – determina que o caso seja tarjado como sigiloso.

E não se fala mais nisso...


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