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Edição de terça-feira, 19 de março de 2019.
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Um nome gaúcho fora da política partidária habitual



Arte de Camila Adamoli sobre foto divulgação CF-OAB

Imagem da Matéria

Senador Lamachia ?

Habitualmente pouco ativa, a “rádio-corredor” do Tribunal Regional Eleitoral do RS saiu da rotina, na quarta-feira (7), ao difundir um potim que causou frisson nos meios advocatícios e políticos: “Claudio Lamachia será candidato, nas eleições de outubro, ao Senado, pelo Podemos”.

“Nada disso”- respondeu o presidente nacional da OAB, via WhatsApp, a uma mensagem enviada pelo Espaço Vital. Na frase seguinte, Lamachia apenas admitiu “estar recebendo convites de muitos partidos”. E economizou palavras.

Há um leque de três vértices. O possível candidato Lamachia é próximo dos atuais senadores gaúchos Lasier Martins (PDT) e Ana Amélia (PP), e do ex-governador e ex-senador Pedro Simon (PMDB).

Detalhe: em 2014 Lasier chegou a convidar Lamachia para ser seu suplente. Mas logo desistiu, ao perceber que o preparo intelectual, a capacidade política e a reserva moral do líder da Ordem “são muito superiores e qualificados para se restringir a ser meu substituto parlamentar” – como o próprio pedetista admitiu, quatro anos atrás, ao colunista.

Fazendo as contas

O número total de senadores no Brasil é 81. Os 26 Estados, mais o Distrito Federal, elegem três senadores cada. O tempo de mandato de um senador é de 8 anos, porém as eleições para o cargo são de quatro em quatro anos; assim, alternadamente, renovam-se as cadeiras por um e dois terços.

Nas últimas eleições para o cargo em 2014, foram eleitos um terço de novos senadores. Estes – como exemplificativamente Lasier Martins (PDT) - ficarão no cargo até 2022. Nas eleições de 2018, serão eleitos dois terços; ou 54 novos senadores, que  ficarão  no cargo até 2026.

Como serão 54 cadeiras livres, cada Estado (mais o Distrito Federal) elegerá dois senadores. E cada vaga atrela dois suplentes.

Ana Amélia Lemos (PP, 72 de idade) e Paulo Paim (PT, 68 anos) finalizam seus respectivos primeiros mandatos de senadores, mas provavelmente buscarão a reeleição. O Podemos é o que mais assedia Claudio Lamachia. O partido tem o senador paranaense Álvaro Dias (terceiro mandato consecutivo) e o carioca Romário como seus expoentes.

Fundado em 1995 como Partido Trabalhista Nacional, em 2016 mudou de nome. E explicou que a inspiração para a denominação atual vem do slogan da primeira campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, "Sim, nós podemos" (´Yes, we can´).}

A propósito

A “rádio-corredor” da OAB-RS admitiu nesta quinta-feira (8) que “Lamachia pode, mesmo, sair candidato”.

Mas a crença na entidade é que “ele não vá concorrer pelo Podemos, porque este ainda é um partido pequeno no Rio Grande do Sul”.

Ou seja: a agremiação não seria uma garantidora de votos no RS.

Horizonte favorável

A propósito de política advocatícia, o grupo OAB Mais – que assumiu a OAB-RS em 1º de janeiro de 2007 – já está articulado para as eleições da segunda quinzena de novembro deste ano.

Ricardo Breier – cujo grupo completa, em 31 de dezembro, 12 anos de saneadoras gestões na Ordem gaúcha - será o natural candidato à reeleição. Falta encontrar a (difícil) unanimidade à vice-presidência para o triênio 2019/2021.

Enquanto a eventual oposição, tímida, ainda não se mexeu - o atual presidente está à frente com milhares de quilômetros de estrada política pavimentada.

Sem buracos.


Comentários

José Antonio Ariotti - Advogado 09.03.18 | 09:27:42

Mais um a usar a entidade para a promoção pessoal. Mas se concorrer, deverá ir por um partido de extrema esquerda, atendendo o manejamento que fez na Ordem.

Bernadete Kurtz - Advogada 08.03.18 | 22:17:04

Isso já era esperado e até previamente anunciado. Se candidato, estará se servindo da OAB, para seus projetos pessoais. A Ordem nunca esteve tão distante da categoria como agora.

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