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Edição de terça-feira, 19 de fevereiro de 2019.

Lula diz que só vai desistir no dia em que morrer...



Lula assistiu a derrota jurídica ao lado dos filhos, netos e de militantes do PT, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista. Ele chegou às 10h08, junto com o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo Luiz Marinho; Roberto Teixeira, seu compadre e advogado; e o presidente do sindicato, Wagner Santana. À frente do sindicato, foi recebido por cerca de 500 pessoas que o saudaram com o grito "Brasil urgente, Lula presidente".

O ex-presidente ficou o tempo todo no segundo andar do prédio, que teve as janelas e varandas protegidas por panos azuis e vermelhos para impedir imagens da intimidade ao longo do julgamento.

Apesar de tentar demonstrar otimismo, Lula já apontou para o futuro: "Temos muito tempo pela frente para mostrar o equívoco, as mentiras contadas contra o PT e contra mim nesses últimos anos".

Ele disse também que tem muita tranquilidade para enfrentar adversidades, com noção dos problemas que o país está vivendo. “Tenho certeza de que não cometi crime algum, assim como tenho certeza de que o que está acontecendo comigo é muito pouco perto do que estão fazendo com milhões de brasileiros que não entenderam a reforma trabalhista e vão ser massacrados”.

Antes de encerrar sua rápida conversa com os jornalistas, Lula deixou um aviso: "Só no dia em que eu morrer eu vou parar de lutar pela democracia”.


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