Ir para o conteúdo principal

Edição de quinta-feira ,14 de novembro de 2019.

Políticos aproveitadores



Contrariando regra constitucional, senadores e deputados federais decidiram, na terça-feira (15), entrar em férias, o que esvaziará o Congresso Nacional até o final das eleições de outubro.

A legislação suspende o recesso no Legislativo (de 18 a 31 de julho) caso não seja votada a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que define o embasamento para a elaboração do Orçamento da União para o próximo ano.

Como não votaram a LDO, os deputados e senadores recorreram à manobra de não marcar votações para julho. A mesma manobra de sair em férias mesmo sem terem votado a LDO já havia sido adotada no ano passado.

Em agosto, setembro e outubro, senadores e deputados permanecerão em seus Estados de origem, participando da campanha eleitoral - muitos são candidatos à reeleição. Há poucos dias de votação marcados para esses meses, mas a expectativa é de que não haja quórum.

Apesar das férias de mais de três meses, os 594 congressistas seguirão recebendo o salário de R$ 26,7 mil e as verbas vinculadas ao mandato.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Cassado o mandato do deputado gaúcho Luis Augusto Lara

Ele perde também a presidência da Assembleia Legislativa do RS. A cassação do mandato foi decidida por 4 x 3 votos. Ele estava sendo processado por favorecimento de uso da máquina pública em Bagé, na eleição de 2018.

Sem Senado, só OAB!

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, põe fim à indecisão: desiste de concorrer a senador. “Não tenho como deixar a Ordem neste grave momento nacional” – diz.