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Edição de terça-feira ,19 de novembro de 2019.

Os garotões e as coroas



No processo de uma recente separação judicial litigiosa, na comarca de Porto Alegre, um descuido do "copia/cola", feito por um escritório, transpôs para a petição de réplica um diálogo (privado?) teclado, via MSN, entre dois integrantes da equipe:

Advogado 1 - "Vai firme, mulheres mais velhas têm situação financeira estável. E acho que a fulana (e consta o nome dela) ao natural deve ser enxuta".

Advogado 2 - "Verdade verdadeira. A gente pode dividir as contas e até receber bons presentes, dependendo do desempenho. Mas não é uma regra geral: já pensou namorar uma coroa sem dinheiro?".

O juiz - flagrando o equívoco e as inconfidências - mandou tarjar as expressões, recomendando - em nota de expediente - que os profissionais "tenham mais cuidado".

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