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Porto Alegre, sexta-feira, 30 de julho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 3).
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O Inter, terra de ninguém



PNG Egg/Arte EV

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Quando o controle da eficiência é difuso - perdendo-se entre milhares e, ainda, temperado pela paixão - torna-se fácil a irresponsabilidade. Especialmente os novos acreditam que é possível fazer diferente, mesmo que seja uma prosaica e travestida repetição daquilo que já foi feito.

Não há magia no futebol como de resto na vida. Há processos para o rompimento e o aperfeiçoamento de rotinas. No Internacional o alardeado planejamento revelou-se falacioso. Um planejamento que sequer contempla um “plano b” e a fixação de pressupostos com o treinador.

Trouxeram o espanhol Ramirez, desmancharam a comissão técnica, sendo muito sentida a troca do preparador físico.

Para as categorias de base, além de demissões de experientes profissionais, trouxeram alguém que desconhece por completo a nossa cultura do futebol.

A casa caiu diante de retumbantes derrotas com os planejadores paralisados. Perdemos quase um semestre para agora recorrer ao improviso. O que foi feito com a arrogantemente anunciada “ciência de dados”?

É assim: lança-se mão de palavras ou frases enigmáticas... que viram propósitos salvadores.

Socorrendo-nos na “ciência de dados”, o currículo dos protagonistas - presidente, vice de futebol, executivo de futebol e treinador - apontam para o fracasso e para a irresponsabilidade. Quem pagará a conta?

Sim, o contrato do Ramirez era de dois anos, com uma milionária multa rescisória, somada ao que o Internacional deixou de ganhar na Copa do Brasil.

Ora, os clubes de futebol não têm dono, ou melhor os donos estão dispersos. 

Os órgãos que gerem esses clubes (conselho de gestão, diretoria, conselho deliberativo e conselho fiscal) via de regra são fruto de composições políticas. O agradecimento é representado por generosas negligências.

Ah, já ia esquecendo: o bla, bla, bla, o canto da sereia, o dourar a pílula são barbada para aqueles acostumados com a manipulação política.


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