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Porto Alegre, terça-feira, 11 de maio de 2021.
(Próxima edição: sexta-feira, 14).
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A loiraça belzebu



Arte EV sobre imagem Visual Hunt

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No Internacional continua a sopa de letrinhas do espanhol, sem um time e esquema definidos – e já estamos em maio.

A “ciência de dados” acrescentou a derrota para o Juventude na nossa conta, enquanto surge a denúncia de prevalência da política partidária na composição dos consulados.

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Mudando de assunto e digressionando no passado recente.

À época tal, tudo indicava que o sonho se materializara em realidade: a contratação de um atleta jovem, capaz de jogadas espetaculares e com um físico que lembrava o do nosso inesquecível Claudiomiro – um Panzer.

Ele ainda estava em adaptação quando surgiu o primeiro problema: para receber o salário era necessária a abertura de uma conta bancária. O clube insistia, mas decorridos três meses a operação que era singela, não ocorreu. Veio a advertência: ou abre a conta, ou não mais pagaremos o salário.

Diante do impasse, o promissor atleta ofereceu a conta de uma mulher onde os valores passam a ser creditados mensalmente.

No final do ano, quando ocorre o churrasco de confraternização entre direção, plantel e familiares, todos à mesa, quando ingressam no local o atleta e a sua noiva. Ela – tal como na música Cátia Flávia, do Fausto Fawcett, é uma loiraça belzebu,  uma godiva do Irajá.

Roupas justas, decote generoso - tanto na frente como atrás - sapatos vermelhos, saltos plataformas vermelho 15, unhas e lábios com glitter.

Os jogadores, conhecedores da noite portalegrense - inclusive dos locais cujo nome remete à cor do nosso tradicional rival futebolístico - movimentam-se nervosamente, indicando não se tratar de uma estranha.

Mas ela era apresentada como noiva e futura esposa.

Passados dois meses, o jovem atleta entra em expressiva crise. Investigada a causa, revela-se que ele está sem dinheiro – tudo atrasado, luz, água, telefone, auxílio à família. Em síntese: estava sem recursos para fazer frente às chamadas despesas ordinárias.

Procurado ele insiste que só dará continuidade ao contrato se receber 1 milhão.

Perplexos, os dirigentes iniciam às tratativas, buscando uma solução.

Conversa vai, conversa vem, alguém pergunta: 1 milhão de que? 

O jogador não entende a pergunta que é complementada: “Afinal, 1 milhão de reais, de dólares ou de euros?”

Ele insiste: “Tanto faz, eu quero 1 milhão!”

Cercado por dirigentes e de colegas mais próximos, o atleta é questionado acerca do acúmulo das dívidas – qual teria sido o destino dos salários?

Esquivando-se da resposta, levanta-se sob a alegação de um compromisso, deixando a sala. Ao sair do vestiário vai em direção a uma reluzente  BMW preta com a loiraça belzebu em pé ao lado do carro – os seios eram ainda mais fartos do que antes, as nádegas mais expressivas, os lábios e as maçãs do rosto mais avantajadas. Os cabelos de um dourado, cumprimento e volume de fazer inveja a Catherine Deneuve em seus bons tempos.

O casamento não se realizou.


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