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Edição Extra, interrompendo, em 11.1.2020, as férias da Equipe Espaço Vital

Denunciadas seis pessoas pelo assassinato no Carrefour



O Ministério Público do RS denunciou, ontem (17), seis pessoas pela morte de João Alberto Freitas, 40 anos, espancado por seguranças do hipermercado Carrefour do bairro Passo D'Areia, em Porto Alegre, em 19 de novembro. O sexteto é o mesmo que foi indiciado pela Polícia Civil na semana passada.

O promotor André Martinez, que coordenou o trabalho da promotoria, denunciou os seguintes envolvidos por homicídio triplamente qualificado, com motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima:

  • O ex-PM temporário Giovane Gaspar da Silva;
  • O segurança da empresa terceirizada Vector, Magno Braz Borges;
  • A fiscal do Carrefour Adriana Alves Dutra;
  • O funcionário da empresa de vigilância Vector, Paulo Francisco da Silva, por coautoria do crime; e
  • Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende, ambos funcionários do Carrefour, por participação no crime.

Dos seis acima mencionados, os três primeiros estão presos.

O MP-RS definiu que o crime teve dolo eventual, ou seja, os autores assumiram o risco de matar a partir de suas atitudes.

O promotor afirma que o crime ocorreu devido à fragilidade socioeconômica da vítima e, também, ao racismo estrutural existente na sociedade: “Precisa ser entendido porque alguém é tratado dessa forma, indigna, desumana. Ela grita pela vida e não é ouvida. (...) Isso se dá em razão de uma fragilidade socioeconômica, onde também está o indicador racial. É preciso que se faça também essa leitura” - escreveu.

Entrementes, o subprocurador para Assuntos Institucionais do MP, Marcelo Dornelles, entende que a "discussão sobre racismo estrutural é fundamental" nesse caso.

O MP ainda promoveu para que a decisão judicial também determine a prisão dos três denunciados que respondem em liberdade. Não há ainda decisão da Justiça, neste ponto.

Outros três procedimentos tramitam no MP sobre o crime. Um investiga as políticas de direitos humanos do grupo Carrefour; o segundo busca a indenização pelo dano moral decorrente do crime - mas teve a petição inicial indeferida (leia notícia nesta mesma edição); e outro objetiva a fiscalização de empresas de segurança pela Brigada Militar.


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