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Edição de terça-feira , 20 de agosto de 2019.
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Século 21, a espionagem nossa de todos os dias



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PONTO UM

Espionagem, no dicionário, significa ato ou efeito de espionar, correspondendo à atividade do espião, geralmente, mas não só, utilizada por serviços secretos de organizações políticas governamentais ou não.

De um modo geral, tida como prática ilegal e punível, na medida que obtém informações sigilosas de posse de um governo, entidade ou indivíduo sem a permissão do titular.

A história conta, conforme a época de sua utilização, diversas formas de espionagem, lembrando-se aqui a passagem da Bíblia, quando Moisés foi orientado por Deus a enviar 12 agentes para espionar seus inimigos em Canaã, a terra prometida aos judeus.

Certamente a mais marcante foi a espionagem no período da guerra fria entre Estados Unidos da América e a União Soviética, com destaque, respectivamente para a CIA e para a KGB, organizações que representavam a “inteligência” das respectivas nações.

Espionagem e inteligência vistas como sinônimo! Os acontecimentos deste período deram origem a uma literatura e cinematografia de escol, a exemplo da clássica sequência de James Bond, personagem criado por Ian Fleming, que atravessa décadas com suas refilmagens.

A espionagem, portanto, acompanha o desenvolvimento das nações, não sendo nenhuma novidade sua prática nos dias de hoje.

PONTO DOIS

Novidade é o modo de sua operação. Não há mais que falar em maletas cheias de instrumentos criativos e disfarçados, por vezes mortais, ou ainda pílulas suicidas.

A figura de espião, hoje, é virtual, atuando atrás de computadores, investigando a rede mundial de comunicação, valendo-se de hackers muito preparados, o que não afasta a colaboração daqueles que, detendo tais conhecimentos sigilosos, resolvem entregá-los. Não se marcam mais encontros em vielas escuras e úmidas, no meio da noite, mas utilizam-se das ferramentas dos sistemas informatizados, com contatos virtuais, facilitando o trabalho do espião e abrindo-lhe as portas de acesso.

E o Brasil definitivamente entrou no mundo da espionagem. Primeiro, Moro e Deltan, cujas conversas vieram à tona com a contribuição de um saite estrangeiro. Agora outras personalidades dos três Poderes, sabe-se lá quem e com que conteúdo, na medida em que a investigação está sendo “sigilosa”, também estão sendo objeto de espionagem virtual através de acesso às mensagens compartilhadas em seus celulares.

Por certo, tais fatos ainda terão muitos desdobramentos, basta aguardar os próximos dias. Mas há outro aspecto a ser visualizado.

Toda espionagem comporta a contraespionagem. E esta também virá. É uma questão de tempo e de “inteligência”. E quando vir, pegará fogo! O povo brasileiro poderá assistir de graça a histórias de espionagem muito interessantes e atuais, sem precisar se valer de autores e diretores ou produtores de cinema do outro lado do globo terrestre.

Bastará abrir nossos jornais, assistir à televisão ou acessar a internet.


A PALAVRA DO LEITOR

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Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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