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Edição de terça-feira , 16 de abril de 2019.
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Quase 755 mil gravações com os nomes de muita gente importante...



Arte EV sobre foto Visual Hunt

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 Arquivos poderosos

O doleiro Álvaro José Novis, também delator da Lava Jato, entregou à Justiça um acervo de cerca de 754.291 gravações (o número é este mesmo que o leitor observou) - não há excesso de dígitos.

São ligações gravadas durante oito anos, nos ramais de sua empresa, a corretora Hoya, usada pela Odebrecht e pela Fetranspor (leia-se turma do “rei dos ônibus”) para pagar propina a políticos e partidos.

No “outro lado da linha”, surgiram com grande frequência as vozes de: William Al Chaim (operador ligado ao PT); Eduardo Castro (operador ligado ao PSDB), Altair Alves Pinto (funcionário de Eduardo Cunha/MDB-RJ) e Jorge Luiz Ribeiro (ex-assessor de Jorge Picciani (MDB-RJ).

O material revela detalhes da complexa sistemática de pagamentos propineiros: de segunda a sexta-feira, todas as semanas, anos a fio (salvo em feriados), a Odebrecht transmitia à corretora Hoya uma relação com endereços para a entrega de dinheiro, nome do recebedor, e a senha correspondente.

Transportadoras de valores eram chamadas para o “apoio logístico”.

  Súmula com a cara do agressor

O leitor certamente viu, nesta edição do EV, a notícia sobre a edição de duas súmulas pelo CF-OAB.

Pois tal enunciado tem um primeiro endereço certo: o estagiário – e futuro interessado em ingressar nos quadros da Ordem - Vinicius Batista Serra. Ele é o covarde que espancou a paisagista Elaine Caparroz e saiu por aí dizendo que era advogado.

A “rádio-corredor” da OAB-RS já batizou o verbete: “Trata-se da súmula Advogado Nem a Pau”...

 Distância dos insetos

O notório senador Flávio Bolsonaro (PSC-RJ) – codinome “O Enrolado” segundo a “rádio-corredor” do Senado - ingressou ontem (18) com uma ação cível contra o Município do Rio de Janeiro. Quer desconstituir o lançamento de uma multa de R$ 90 mil.

É que ele foi autuado em R$ 90 mil pela fiscalização municipal por “irregularidades contra as posturas municipais”, especialmente fechar com vidro, sem projeto e sem autorização, a varanda frontal de seu apartamento na orla marítima na Avenida Lúcio Costa.

A ação está no Foro Regional da Barra da Tijuca, mas ainda não foi distribuída. Um arauto da “rádio corredor” forense deu uma “bizoiada” na petição inicial e difundiu um trechinho da tese de Flávio Bolsonaro: “A instalação da supostamente irregular vidraça objetiva a que o autor e seus familiares não fiquem sujeitos a chuvas, maresia e ventanias frequentes, além da indesejável presença de insetos e aves”.

 O conforto dos bancos

Duas das ações mais importantes da Operação Zelotes estão sentadas em escaninhos burocráticos do gabinete do juiz Vallisney de OIiveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. Os modorrentos casos judiciais envolvem os bancos Safra e Bradesco - e estão “conclusos para a sentença”, desde agosto e setembro do ano passado, respectivamente.

Madame Tartaruga Jurisdicional, acomodada num outro banco (do corredor) está muito contente com a demora.

 Alguém ajuda o “Doutor Campari”?

Preso desde 2016 no Paraná, o ex-senador Gim Argello (PTB), condenado a 19 anos de prisão, está temporalmente habilitado para passar ao regime semiaberto. Porém, terá antes que desembolsar R$ 1,5 milhão – um dos itens da condenação.

Mas - originalmente corretor de imóveis em São Paulo e bacharel em Direito que se transformou em avaro político brasiliense – Gim diz não ter dinheiro para tal. Se, pelo menos, o colega Geddel estivesse solto...

Entrementes, a “rádio-corredor” da OAB de Brasília – com base em informações de sua “congênere” de Curitiba - difundiu ontem uma informação instigante.

A de que “Gim, exitosamente radicado em Brasília, onde também é reconhecido pelo codinome de Campari, é titular de um patrimônio de um bilhão de reais”.


A PALAVRA DO LEITOR

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Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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