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Edição de terça-feira, 19 de fevereiro de 2019.

Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete família de PM monitorado pelo Coaf



O deputado Flávio Bolsonaro empregou, em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a mulher e as duas filhas de seu ex-assessor e policial militar Fabrício Queiroz. Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, um relatório do Coaf aponta que Fabrício teve movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em suas contas bancárias num período de 12 meses.

Ele trabalhou até outubro com Flávio e, ao menos por enquanto, será nomeado no gabinete do senador eleito - após a posse.

COAF é a sigla do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério da Fazenda; foi criado pela Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, durante as reformas econômicas feitas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.

O sargento Fabrício entrou na Polícia Militar em dezembro de 1987, e recentemente completou 35 anos de serviço, tendo recentemente conseguido a reserva remunerada - a decisão foi publicada em novembro deste ano.

Na Alerj, Fabrício foi requisitado por Flávio para trabalhar em seu gabinete em 28 de março de 2007. Nunca mais saiu do lado do filho do presidente da República. Não só ele. Além de Fabrício, sua mulher, Márcia Aguiar e duas filhas, Nathália e Evelyn, também foram empregadas por Flávio Bolsonaro.

Uma delas continua nomeada no gabinete.

Márcia exerceu cargo de consultora parlamentar de 2 de março de 2007 a 1º de setembro de 2017, com salário de R$ 9.835,63.

Nathália foi nomeada no gabinete da vice-liderança do PP, de Flávio, em 20 de setembro de 2007, e ficou lá até 1º de fevereiro de 2011. Recebia R$ 6.490,35.

De 1º de abril de 2011 a 11 de agosto de 2011, passou para outro cargo, no valor de R$ 2.950,66 bruto, no Departamento Taquigráfico e Debates.

De 12 de agosto de 2011 a 13 de dezembro de 2016, foi para a terceira empreitada, também sob o aval de Flávio. Tornou-se sua assessora parlamentar, em outro cargo, com valor de R$ 9.835,63.

A outra filha, Evelyn, foi nomeada em 13 de dezembro de 2016 assessora parlamentar de Flávio, no mesmo tipo de cargo que antes era ocupado pela irmã.

Procurado pelo jornal O Globo, Flávio Bolsonaro afirmou que todas as nomeações foram publicadas em Diário Oficial e que "não há nada a esconder".

— Na relação de confiança que tínhamos, ao longo do tempo ele pediu oportunidades de trabalho a seus familiares e eu atendi. São pessoas trabalhadoras, com uma grande rede de relacionamentos e que me trouxeram resultado político onde atuam, como Jacarepaguá, Osvaldo Cruz e São João de Meriti.


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