Obstáculos para chegar à Central de Precatórios do TJRS


O TJRS segue anunciando, em dois locais de seu portal, o endereço incorreto onde devem ser tratados assuntos relacionados com os morosos precatórios: Praça Marechal Deodoro nº 55, sala 305, Cep 90010-906, Porto Alegre. Trata-se de um engano oficial.

O descuido (ou erro!) do tribunal faz com que cidadãos – especialmente idosos – percam seu tempo, tomando o rumo errado e sendo obstados no acesso ao Palácio da Justiça pelos gentis seguranças.

Dias atrás recebi e-mail da neta de uma senhora idosa que acompanhara a avó – ansiosa por receber o que é dela – em busca de informações oficiais sobre a provável (ou improvável?...) data da realização do pagamento. A jovem narrou que um solícito segurança do Palácio da Justiça escusou-se pelo ocorrido.

E mais, ele admitiu que “o engano acontece há tempos”. Mais: “que a Chefia da Segurança já informou a Direção-Geral sobre o erro de informação”...

No arremate, nova gentileza do segurança, já estão auxiliado por um colega: pacientemente escreveram de próprio punho o endereço correto: Central de Conciliação e Pagamento de Precatórios, Avenida Borges de Medeiros nº 1565, sala 405. Telefones (51) 3210.7291 e 3210.7292. E-mail: ccp@tjrs.jus.br

Dois dias depois, a neta e a avó foram de novo no rumo do TJRS, desta vez no endereço correto. De lá, saíram com a desoladora informação de que “não há data exata para o pagamento”.

Conferi pessoalmente no portal do TJRS e encontrei não só o erro, mas a contradição. Em dois locais do mesmo portal são informados os endereços errados:

https://www.tjrs.jus.br/novo/processos-e-servicos/precatorios-e-rpv/informacoes-gerais-sobre-precatorios-e-rpv/

https://www.tjrs.jus.br/novo/processos-e-servicos/precatorios-e-rpv/pesquisa-de-precatorios/

Em outra página está o endereço correto. É uma lista em PDF dentro da área do saite referente à comunicação, endereços e telefones.

Difícil de encontrar, mas, enfim...

Cliquem para ver:

https://www.tjrs.jus.br/static/2021/08/Telefones_e_enderecos_2_Grau_26_08_2021.pdf 

A perda de tempo da vida do consumidor, ou de cidadãos que buscam a prestação de um serviço oficial – que, afinal é falho – não constitui um simples aborrecimento cotidiano. É, sim, um impacto negativo em sua vida.

É o desvio produtivo dos cidadãos de bem.