Olhar para baixo ou para cima


Iniciou o returno do campeonato brasileiro, para o Internacional com uma perspectiva bem diferente daquela do turno. Com o Ramirez no comando veio o temor do rebaixamento: treinador fraco, plantel desajustado, vestiário desaminado pela demissão do Abel e uma direção protagonizando trapalhadas.

Agora as condições são outras.  A equipe está jogando satisfatoriamente, com resultados animadores muito embora reconheçamos que persistem carências, cuja reposição dependeria das finanças combalidas e de recursos inexistentes.

Escrevo este texto algumas horas antes da partida frente ao Sport, que será de grande importância. Ganhando, ficaríamos dentro, ou muito próximos, da classificação para a pré-Libertadores.

Ao contrário, perdendo, o Inter passaria a fixar novamente o olhar na rabeira, na parte de baixo da tabela de classificação.

A fase do adversário não é boa, acumulando derrotas, inclusive em casa. Soma 17 pontos, figurando como penúltimo na classificação e com novo treinador.

Embora curiosa, se afigurou correta a tática utilizada na ida para o Recife, com uma parada e treino em São Paulo. A medida revela o objetivo de colocar os jogadores no foco da disputa.

O Aguirre terá à sua disposição, incluindo o Guerrero e o Edenilson, o melhor. Há expectativa de atuação dos novos contratados.

O vice de futebol, Emílio Papaleo Zin, já disse na prática ao que veio: desde a sua assunção, há um novo clima no vestiário, a insatisfação e a insegurança cederam espaço à tranquilidade e conscientização de que tudo depende do time em campo.

Com humildade e respeito ao Sport, o jogo será o primeiro passo no returno e não podemos desperdiçar o favoritismo.

Vamos Internacional olhemos pouco a pouco para cima.

No topo, cada vez mais se solidifica a posição do Galo mineiro, vem acumulando pontuação de campeão 2021.