Ordem de Sua Excelência ao advogado: “Vai pro inferno!”...


alamada

O juiz trabalhista José Roberto Ferreira de Almada mandou um advogado ir "para o inferno" durante uma audiência on line realizada na Justiça do Trabalho da 17ª Região, em Vitória (ES), na semana passada. As imagens e o áudio viralizaram.

A ofensa ocorreu quando o magistrado determinou o arquivamento do processo e o defensor respondeu que buscaria a anulação do julgado.

- Ok, excelência, então a gente anula o processo - disse o advogado Edson Lourenço Ferreira.

O magistrado respondeu gesticulando:

- Ah, vai anular onde o doutor quiser. Vai pro inferno!

Ferreira requereu a abertura de processo administrativo disciplinar contra Almada.

Ante e-mails enviados pelo Espaço Vital, o TRT-17 e o juiz não se manifestaram até o fechamento desta edição.

Entrementes, definição postada pelo Dicionário Informal na internet, aclara: “A expressão ´vai pro inferno´ quer dizer que, quem a pronunciou, exige que a pessoa suma da sua frente ou da sua vida – ou que quer o mal daquela pessoa”.

É, pode ser.

Os calotes fiscais talvez possam ser revertidos em cirurgias. A Federação Brasileira de Hospitais acompanha a  tramitação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 5413/19, que cria o Profes - Programa de Recuperação e Fortalecimento dos Estabelecimentos Hospitalares de Saúde.

De autoria de um grupo de deputados, entre eles o gaúcho Pedro Westphalen (PP-RS), o Profes concede moratória de um ano e parcelamento da dívida tributária com a União de estabelecimentos hospitalares privados.

Em contrapartida, os estabelecimentos ofereceriam atendimento médico e hospitalar gratuito a pacientes do SUS. Nos últimos dois anos, a dívida tributária de nosocômios com a União saltou de R$ 56 bilhões para R$ 70 bi.

Com o Profes, a rede privada atenderia parte da demanda do setor público. Este, mesmo com os R$ 111 bilhões gastos pelo Ministério da Saúde em atendimentos hospitalar e ambulatorial nos últimos dois anos, ainda tem filas em fim para cirurgias e exames.