Mãe biológica e avó paterna


Quico e Ricardinho nasceram e cresceram homens - e foram sempre vizinhos na mesma cidade. Duas décadas depois de seus respectivos nascimentos, resolveram passar a desfrutar a parceria profunda de uma relação homossexual, sem cirurgia de redesignação ou transgenitalização.

Dois anos depois, quiseram o que, em outros tempos, seria impossível: ter um filho biológico.

O espermatozoide de Quico foi cuidadosamente implantado no ventre de Eva, mãe de Ricardinho, uma mulher de 39 de idade. A gestação prosperou.

Deu-se à luz um menino, filho dos dois personagens do gênero masculino. A parturiente é mãe de um e sogra do outro. E dessarte também é mãe biológica e avó paterna.

O escritório titulado por um advogado - que é transexual - cuidou das intercorrências civis e registrais do menino recém nascido, para que no assento de nascimento ele constasse como tendo dois pais e nada mais. Assim foi.

Em outubro próximo, o menino - que passou a se chamar Eugênio - completa seis anos de idade. Dona Eva, então com 46, está felicíssima.

Ah, os nomes são fictícios, mas a história é autêntica. Não peçam outros detalhes – nem mesmo o nome da comarca - porque há segredo de justiça.

Coisas de gênio!