De Belém a Belém


É uma adaptação do título do livro “De Belém a Yokohama”, narrativa da caminhada do Internacional da quase segundona ao Mundial da FIFA. Sim, um longo caminho corretamente construído e sem promessas irresponsáveis.

Fomos agora eliminados da Libertadores e não venham com o argumento de que faltou sorte, ou sobrou azar. O azar acompanha os ruins, os despreparados e os incautos.

Bola na trave conta para nada e muito menos errar cobranças de pênaltis.

A saída do Miguel Angel – o milagroso cabo eleitoral da atual direção – evitou a tragédia da segundona.

O time melhorou um pouco, graças ao trabalho do Aguirre que, ao menos, sabe que no futebol não se inventa.

Entretanto, não iremos longe. Tomara que o Internacional fique no pelotão intermediário longe da zona de rebaixamento.

Quando o Internacional caiu, caso o Aguirre tivesse permanecido, isso não ocorreria.

Em resumo: temos técnico para não cair; temos um plantel de médio para medíocre; não temos dinheiro para contratações mas, principalmente, sobram dirigentes despreparados.

Eles nunca ganharam nada, são perdedores e não é pela sorte ou pelo azar, é pela incapacidade de mobilizarem o vestiário e o torcedor.

É assim, enquanto perdurarem os conchavos eleitorais para os cargos do futebol, estes serão rifados com a garantia de estabilidade.

Estamos diante de torcer por uma realidade menos pior.

Como disse um amigo, no Rio Grande do Sul... “Não temos mais a gangorra, temos uma tábua apoiada em dois cavaletes”...