As buzinadas no motel


O advogado Ronaldo Sindermann recorda para o Espaço Vital uma gostosa história que faz parte dos anais da “rádio-corredor” advocatícia. Assim, relata que um operador do Direito estava cometendo adultério com uma garota em um motel. De repente, toca o celular e, sem pensar, o hóspede comete o erro de atender. Quem está ligando é a esposa dele.

- Onde tu estás? Eu liguei para o teu gabinete e disseram que, depois da audiência, tinhas saído...

- Estou no trânsito!

- Então, buzina que eu quero ouvir.

- Querida estou na frente do complexo hospitalar da Santa Casa, aqui na Rua Professor Annes Dias.

- E daí?...

- Aqui é proibido buzinar.

Entrementes - nu - o douto vai descendo as escadas, rumo à garagem do apartamento, em direção ao seu veículo estacionado.

- Então, assim que passares a Santa Casa, o Hospital São Francisco, o Dom Vicente Scherer e o Santo Antonio, buzina que eu quero ouvir - diz a esposa, quase ordenando.

Vinte segundos depois, já dentro do veículo, o adúltero aciona a chave da ignição e responde aliviado:

- Querida, agora já posso buzinar. Estou na Avenida Independência, passei o Colégio Rosário, e estou quase chegando à esquina da Barros Cassal.

Então, ele firma o dedo na buzina: bip, bip ,bip, bip, bip, bip... - e por aí se vai. Escuta, então, uma amorosa fala:

- Perdão, amor, por eu ter duvidado. Não precisavas ter buzinado tanto. Cuidado com os azuizinhos!

Ligação encerrada, o homem sobe de volta ao aposento, onde a acompanhante é solidária para que ele desista do restante da jornada de Eros.

Na saída, hora de pagar a conta, o recepcionista do hotel, faz um pedido: “Entendo que talvez o senhor tivesse se emocionado com alguma coisa. Mas, lembro que, em respeito aos demais hóspedes e à vizinhança, não é permitido buzinar em nosso estabelecimento”...

Atualmente, o douto está nas instâncias superiores.