Fernando Haddad e o PT condenados a indenizar a cantora Paula Toller


· O preço da pressa...

Sentença proferida na 1ª Vara Empresarial do Rio condenou o Partido dos Trabalhadores, o então candidato Fernando Haddad e o músico Leoni, fundador da banda Kid Abelha, a indenizarem a cantora Paula Toller (57 de idade) por um rolo político-musical.

É que, na campanha às eleições presidenciais de 2018, foram usadas – em favor de Haddad - imagens da vocalista e os versos de autoria dela, da música “Pintura Íntima”.

Um dos refrões utilizados indevidamente dizia assim: “Vem amor, que a hora é essa / Vem logo que eu tô com pressa”.

O PT e Haddad pagarão, cada um, R$ 100 mil. O músico Leoni (ex-namorado de Paula) desembolsará R$ 50 mil. Não há trânsito em julgado.

· ´¿Por qué no te callas?´ (1)

Neste dezembro se completam 12 anos desde que o rei Juan Carlos de Espanha, com a frase “¿Por qué no te callas?” Interpelou o presidente venezuelano Hugo Chávez durante a 17ª Conferência Ibero-Americana, realizada em Santiago do Chile.

O motivo desta forte declaração do rei espanhol foram as constantes interrupções de Chávez no discurso do primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero em defesa do ex-primeiro-ministro José María Aznar, que havia apoio o fracassado golpe de estado contra o presidente venezuelano em 2002.

· ´¿Por qué no te callas?´ (2)

Durante uma entrevista de quase duas horas, ao jornal O Estado de São Paulo, esta semana, o presidente do STF, José Dias Tóffoli, disse – entre outras coisas - que "a Lava Jato destruiu empresas, o que jamais aconteceria nos Estados Unidos, por exemplo".

No ponto específico, o ministro teria feito melhor, ao Brasil, se tivesse ficado calado. E após tal fala, o jornalista que fazia as perguntas teria acertado se tivesse questionado Tóffoli.

Acaso não foi a corrupção que quebrou as empresas? Afinal, quem criou e protegeu o ambiente em que se misturaram ineficiência, trambiques, parcerias políticas que enriqueceram alguns poderosos e quebraram o país?

A propósito dos 6x5, para pensar e responder. Criminosos iguais aos flagrados pela Lava-Jato brasileira, se tivessem sido pilhados nos EUA, estariam, agora, gozando das benesses do “fator STF”?

Imagina-se que não estariam por aí, mas seguramente presos em algum cárcere estadunidense.

· Richtofen às claras

O ministro Alexandre Moraes, do STF, cassou na quarta-feira (18) a decisão da Justiça de São Paulo que proibia a publicação de “Suzane von Richthofen – Crime e Punição”.

Ela foi condenada (39 anos e 6 meses) por planejar e auxiliar nos assassinatos do pai e da mãe. Agora, a editora Contexto prepara a impressão dos textos do jornalista Ulisses Campbell para o lançamento do livro no início de 2020.

Para o ministro Moraes, “a censura fere decisão do próprio STF, que já estabeleceu que não é necessário nenhum tipo de autorização para a publicação de biografias”. (RCL nº 38201).

· Mordida digital

Em entrevista de balanço do ano e anúncio de metas para 2020, o ministro da Economia, Paulo Guedes, preparou terreno para uma futura mordida digital governamental.

Ele quer criar um imposto sobre transações financeiras digitais – a volta do CPF com roupagem virtual.

Alegadamente será para “compensar descontos dados a empregadores sobre contribuições da folha de salários”. Todos pagaremos a conta.