O Grêmio, o Mano e as ´Côôpass´!


Em primeiro lugar, não poderia deixar de recordar uma manchete do ClicRBS, sucursal da IVI da Ipiranga: “Palmeiras goleia Goiás e garante Inter na Libertadores 2020”.Não sabia que o Inter se classificou para a Libertadores. Achei que era para a Pré. Mas, enfim, para a IVI da Ipiranga que, em 2017, colocou o Inter como líder do Brasileirão quando estava na Série B e mudou o nome de Segunda Divisão para ´Brasileirão Série B´, nada é impossível! Ou seja, a IVI eliminou a Pré-Libertadores. Agora vai direto. Consta que o Inter nem necessitará disputar essa ex-Pré. Magister dixit.

Mientrastanto, parece que está provado que poupar jogadores é mau negócio. Por um singelo raciocínio lógico. Explico: se Inter e Grêmio estão na mesma competição mata-mata e ambos poupam, já de pronto se pode dizer que um deles vai se ferrar. Só um raciocínio pobre pode justificar poupar jogadores.

Os números provam isso que estou dizendo. Em 2009 o Grêmio atirou 21 pontos no lixo porque poupou. E perdeu a Cooppaaa.

Em 2007, com Mano Menezes, o Grêmio poupou para a Libertadores e...perdeu. E assim por diante.

Em 2019, o Grêmio poupou e não ganhou nenhuma Cooopa e, é claro, por poupar, perdeu também o Campeonato Brasileiro. Restou a Libertadores.

Nem vou falar de outros anos em que se poupou. Ah, deu certo em 2017! OK. Mas, quanto tempo faz que não ganhamos um Brasileirão?

Como informa o blog do Ricardo Wortmann, o Grêmio é maior abandonador de Brasileirões. É uma lenda urbana essa história de que a Copa do Brasil é o melhor atalho. Como falei, basta ter mais de um time poupando para mostrar, já na saída, que um deles fracassará – afinal, só um pode ser campeão.

Lenda urbana também é essa de que a Copa do Brasil paga mais. Sim, para quem ganha.

E não é lenda o fato de que o Brasileirão paga mais que a CB – refiro-me aos direitos televisivos. O Cruzeiro sentirá na pele em 2020. Aliás, Mano Menezes poupou tanto em 2019 que seu time não ganhou nada e ainda foi rebaixado. Claro, foi demitido antes da queda. Em compensação, foi demitido também do Palmeiras.

Como já falei, há uma crise no futebol: o velho não morre (o modelo Felipão, Mano, Argel – Renato está no limbo, entre o velho e o novo) e o novo não consegue se impor por causa da resistência do velho, mormente porque este é apoiado pela imprensa que não quer dar o braço a torcer.

O velho modelo (de mimimis tipo “Ai tô com fisgada”, “Vamos poupar”, “Chama o fisiologista”, “`Põe três volantões”, “Precisamos de um centroavante fuçador”) também não morre por causa da infestação de chapas brancas nos clubes de futebol. Sim, o chapabranquismo é a doença infantil do futebolismo. Por que? Porque não deixa oxigenar. Só apoiam. Modelo Coreia do Norte.

Para 2020, espero que a direção e Renato leiam o Evangelho Segundo Jesus . Terminar com o folguedo. Jogador... joga! E o campeonato que dá mais dinheiro é o Brasileirão. É só ter casa cheia. Aliás, se desistimos do Brasileirão, para que ter estádio grande? Para jogar 10 partidas mata-mata? E arriscar perder por causa de um pênalti mal marcado ou uma bola perdida?

É possível disputar todos as Copas. Brasileirão também. Junto. Como fez o Flamengo. E como se fazia antigamente. Quando jogador jogava. E não folgava. E ganhava bem menos do que hoje.

Leia O Evangelho Segundo Jesus > “Jogador de futebol tem que trabalhar. Isto é, jogar!”