Aos peda├žos e com pouco tempo


Não sou daqueles que vive no futebol da comparação entre o Internacional e o nosso tradicional rival. Ela existe e é a responsável pela grandeza dos dois clubes. Sempre que algo positivo acontece com um, o outro passa a buscar compulsivamente igualar-se.

O GFP precisa de um Mundial FIFA e nós necessitamos de mais uma Libertadores.

Passando a régua hoje para avaliar a temporada que está prestes a encerrar, a diferença foi muito pequena: ambos poderiam ter conquistado grandes títulos que deixaram escapar. A realidade é que tanto um quanto o outro protagonizaram verdadeiros fiascos nas respectivas eliminações.

Como as conquistas, à exceção do Gauchão, foram por vagas para a disputada próxima Libertadores da América, o GFP saiu-se melhor. Conquistou a vaga direta (30 dias de preparação); enquanto nós, a pré-Libertadores.

Não desejo empregar a lógica do Marcelo Medeiros. Na semana passada ele afirmou em uma espécie de defesa prévia: “Peguei na segunda divisão e se entregar na primeira e disputando a Sul Americana já seria melhor”.

O que temos pela frente não é fácil, estamos rigorosamente recomeçando. Há muita coisa a ser feita e só será possível avançar trabalhando, mas trabalhando muito.

Ressalvando os jogadores que por força de lei têm direito a férias, os demais não deveriam parar um minuto sequer.

O planejamento para enfrentar a fase pré-Libertadores é complexo. Há no vestiário um profissional qualificado e que deveria comandar o processo, desde que definidas as premissas com a direção. Feito isso, resolvida a ambientação no novo treinador, ser inflexível nos propósitos e rápidos nas soluções dos problemas incidentais.

Tínhamos ou não razão? Bastou afastar o autoproclamado presidenciável do vestiário que o cenário melhorou.

Que o ano de 2020 seja excelente para os colorados: redução e qualificação do plantel; esquema tático definido; não poupar jogadores e nem escolher competição. Em síntese, brigar por tudo para conquistar algo.