Generosidade de mãe


O advogado gaúcho jubilado, já setentão, e sua esposa, pouco mais de 60 de idade, viajam ao Rio de Janeiro para visitar o filho, a nora e o neto. E na confusa capital carioca passam três noites no apertado apartamento.

Quando o advogado encontra uma cartela de Viagra no armário do banheiro, pergunta a seu filho se pode experimentar um dos comprimidos azuis.

A resposta é um tanto evasiva.

- Pai, acho que não deves usar, pois é um estimulante muito forte. Terias que, antes, te aconselhar com um médico. Ademais, usar por usar, sem garantia de resultado, me parece antieconômico, porque os comprimidos não custam barato.

- Qual o preço? – pergunta o genitor.

- Mais ou menos 24 ou 25 reais por comprimido - mas na Black Friday pode ter promoções convidativas - responde o filho.

- Não importa o preço – diz o advogado - eu quero muito experimentar, e depois te reembolso.

No dia seguinte, depois da partida do casal idoso, na hora de arrumação da casa, a nora descobre cinco cédulas de R$ 100 dobradas dentro de um pequeno envelope, deixado justamente debaixo do travesseiro do quarto que o casal visitante ocupara.

À noite, o filho liga ao genitor que já está em Porto Alegre.

- Ô, pai, eu te disse por brincadeira que cada comprimido custava 20 e tantos reais, e não falei em 500. De qualquer forma, agradeço pela generosidade.

Do outro da linha telefônica, vem a surpresa.

- Eu sei, filho, eu entendi perfeitamente. Mas saibas que a generosidade foi ideia da tua mãe!