Sem o 13, bolão do PT leva os R$ 120 milhões da Mega-Sena


 [1ja] O 13 não entrou...

Um bolão de 49 cotas e as dezenas 04, 11, 16, 22, 29 e 33 – portanto, sem o 13 – acertou ´direitinho´ o sorteio de ontem (18) e faturou os R$ 120 milhões da Mega-Sena. Em meio à votação da reforma partidária e eleitoral, deputados fizeram piada: “O PT agora vai deixar de taxar fortunas”.

Nenhum parlamentar participou do bolão – diz-se nos corredores da Câmara. Um servidor, que não quis se identificar, e que é o responsável por coletar o dinheiro para a aposta, relatou que dessa vez muitos colegas não quiseram entrar.

É difícil arrancar R$ 10 de muitos deles - disse

Alguns deputados petistas abandonaram a votação para confraternizar com os funcionários, e brincaram com o episódio.

— Contem-me tudo e não escondam nada — gritou a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) ao entrar na liderança do partido.

E aí, ainda tem assessor aqui? — questionou Carlos Zarattini (PT-SP), dando risada e acrescentando que “a partir de amanhã vamos receber currículos para montar a nova equipe”.

O deputado federal, médico e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP) foi chamado de volta à sala para atender uma ganhadora que passou mal. Ao mulher ficou muito emocionada ao se descobrir milionária – seu salário é de R$ 4 mil.

Os funcionários da liderança tinham o hábito de fazer o bolão sempre que a loteria está acumulada. Algumas vezes a cota foi fixada em R$ 50, mas desta vez foi de apenas R$ 10.

Um deputado, em reservado, brincou:

Agora são assessores ricos e deputados pobres.

Outro deputado petista falava sobre a sorte dos ganhadores e, nesse momento, referiu o exemplo de um recepcionista, aproveitando para lhe dar parabéns. Ocorre que o funcionário lamentava não ter entrado no bolão.

 [2ja] O 13 ficou de fora! Tem certeza?...

Centenas de postagens nas redes sociais festejaram, ironizaram ou – sem fundamento - desconfiaram do sorteio. Eis uma delas:

[3ja] Jeitinho para o caixa 2

Após acordo com os líderes do centrão, com a reinclusão de pontos contestados do projeto da reforma partidária, os deputados aprovaram ontem (18), à noite, o texto-base do financiamento político e da reforma eleitoral.

Um dos itens polêmicos retomados permite pagamentos feitos diretamente a advogados e contadores fora do teto da campanha. O jeitinho abre brecha para o caixa 2 – segundo entidades que defendem a transparência.

Ao defender o resgate do projeto original, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que “os deputados votaram o que entendem ser o melhor para o processo eleitoral e partidária”

“Melhor”?... – para eles, evidentemente.

[ja!] Marca histórica

O Comitê de Política Monetária do Banco Central baixou ontem (18) de 6% para 5,5% a taxa básica de juros (Selic), menor patamar da série histórica. O Copom também confirmou que há espaço para novas reduções.

Analistas preveem taxa abaixo de 5% para dezembro. As previsões entusiasmam.

Comparando, o FED – que é o BC americano – reduziu sua taxa em 0,25. Só que nos EUA há estabilidade. E não há espaços para jeitinhos políticos..