A bola fez justiça: conquistamos a Copa América sem o indomável Neymar


Voltamos à paróquia, deixando de lado a política e seus tropeços. Aliás, cada vez mais a política e as instituições brasileiras tornaram-se um caso de polícia.

A Seleção do Brasil cumpriu o seu papel e, independentemente do jeito de jogar, venceu. Parabéns ao Tite e aos seus atletas. Mais uma vez a bola fez justiça, pois conquistamos o título sem o indomável Neymar Júnior.

A Copa América já é passado, mas ficou o inadequado desabafo do Lionel Messi. Ele deixou a desejar assim como a sua seleção que, salvo raríssimos momentos, não engrenou. A sua postura não combina com a sua dimensão.

O nosso Guerrero, destaque da competição e inegável acerto do Internacional, também foi inadequado na entrevista do-pós jogo Palmeiras X Internacional.

Foi positivo para nós gaúchos ver o Guerrero e o Cebolinha assumirem um qualificado protagonismo. O Gre-Nal terá um ingrediente atrativo a mais.

Parar por si só não muda nada. A semana foi ruim em termos de resultados para Internacional, que enfrentou o Palmeiras chutando em 90 minutos, uma única bola com perigo ao adversário. O que escutei nos comentários, foi de que mais uma vez o time estava acovardado.

Essa é uma redução de algumas evidências: Paolo Guerrero cansado; laterais perdidos e um sistema defensivo desatento. O jogo da volta oferece enorme dificuldade e esse não pode ser mais um título que deixaremos de ganhar.

A parada da Copa América certamente não oportunizou a preparação tática para os jogos fora de casa. Isso não é um estigma ou maldição (perder fora de casa), mas sim a falta de preparo para a situação.

Continuamos torcendo e acreditando, mas as vezes é preciso sacudir o coreto.