OAB-SP desagrava advogada detida em presídio por usar absorvente interno


O Conselho Seccional da OAB de São Paulo desagravou, esta semana, advogada que foi detida em presídio durante visita a um cliente

"Em nenhum momento me informaram que era sobre o absorvente íntimo, só me mantiveram presa, detida, dizendo que eu tinha que aguardar. Eu fiquei sentada sem o direito de ir e vir. Ou seja, presa" - narrou a advogada Lucieli Regina da Silva.

A relatora do pedido de desagravo, vice-presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB, Ana Carolina Moreira Santos, considerou o ato uma grave violação: "Esse tipo de escaneamento é constrangedor porque faz uma leitura do corpo e, muitas vezes, é realizado por alguém do gênero masculino" - disse.

A partir do caso, o conselho aprovou a criação de um grupo de estudos para analisar a propositura de ação civil pública e a apuração das responsabilidades dos agentes penitenciários.