Dois anos de resistência para tentar salvar a bacia do rio Camaquã


A luta contra a instalação de uma mineradora de metais pesados às margens do rio Camaquã e na parte mais preservada do Pampa completou dois anos. A resistência, que partiu das comunidades atingidas pelo projeto minerário da Votorantim Metais (por meio de sua subsidiária Nexa) e da canadense Iamgold, atingiu notável repercussão e resultou em um filme: "Dossiê Viventes" terá lançamento amanhã (15) em Bagé, no cenário da Vila de Santa Thereza.

O processo de licenciamento tramita na FEPAM na fase de licença prévia, com repetição de seis requerimentos de dilação de prazos requeridos pelas empresas e deferidos pelo órgão licenciador.

Entrementes, anônimos cidadãos, cientistas, políticos, universidades e diversos atores sociais participaram, com 40 depoimentos, do documentário que traduz o debate técnico para a linguagem coloquial.

O Espaço Vital, na edição de 11 de novembro de 2016, noticiou o início da resistência e a declaração do "Manifesto de Palmas", documento que foi protocolado na Casa Civil e por meio do qual as comunidades afirmaram que resistiriam "até o fim".

O governador Ivo Sartori (MDB) jamais recebeu os representantes do movimento, apesar de protocolar pedido feito.

Em sentido inverso à da posição de Sartori, a OAB-RS já anunciou sua adesão ao movimento de defesa que, eventualmente, poderá chegar a fóruns e tribunais.

Entrementes, os resistentes esperam que, a partir de janeiro - eleito por maioria significativa nos 28 municípios da bacia do rio Camaquã - o novo governador Eduardo Leite (PSDB) assista ao filme e escute o que pedem 26 das 28 comunidades gaúchas que estão sob risco de serem atingidas.

Assista ao trailer do filme, clicando aqui.