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Edição de sexta-feira , 21 de dezembro de 2018.

OS 12 ROMANCES FORENSES MAIS LIDOS DE 2018

A “Menina Veneno”

Gerson Kauer

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Bem vivido, bom de bolso graças à consistente aposentadoria recheada de interessantes penduricalhos, o destacado ex-operador jurídico, viúvo, boa pinta -  se é que isso é possível para um cidadão com 70 de idade -  afinal sai com uma moça escultural, bem malhada, 24 anos.  De comum, entre eles, só o Direito.

Casa de marimbondos

Gerson Kauer

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Após a vã tentativa de avaliar uma velha colheitadeira penhorada, o oficial de justiça certifica em minúcias: “Não pude me aproximar da máquina, pois na parte interna do teto da cabine tem uma casa de marimbondos do tamanho de uma caçamba de pampa, tendo este servidor medo de levar múltiplas ferroadas”.

A primeira vez da juíza

Gerson Kauer

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Literalmente a magistrada foi só, em seu próprio automóvel, para conhecer a casa onde aconteciam os embates de Eros, o deus do amor. Sem demora, numa suíte temática, ela constatou que a vedação acústica tinha problemas. O original caso teve desdobramentos no tititi da “rádio-corredor” da subseção da OAB local.

O perdão judicial

Gerson Kauer

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O que acontece, em média comarca gaúcha, quando o rígido e formal juiz descobre que ele e a esposa estão sendo espionados por um voyeur - cuja “arma” é uma verruma. O interrogatório sumário, a decisão de prender o abelhudo e a remissão de culpa – com a ordem de que o acusado sumisse imediatamente. O texto é do desembargador aposentado (TJRS) Vasco Della Giustina.

O juiz dono da bola

Gerson Kauer

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A história do magistrado que – num dos habituais jogos de confraternização da turma forense – foi atingido nos ´países baixos´ por um forte chute dado pelo promotor. E a sentença verbal, proclamada ali mesmo: “O jogo está violento, eu disse que não valia bomba. Então decido: a bola está confiscada pela Justiça”.O texto é do advogado Carlos Alberto Bencke.

O enterro da sogra que não morreu

Gerson Kauer

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A inusitada abordagem no plantão judicial forense. Como autorizar o funeral de uma provecta idosa, de aparência taciturna, que – como manifestação de última vontade - deseja ser sepultada no sítio em que reside? O texto é de Dirnei Bock Hendler, servidor judicial estadual (RS)

O gaúcho caloteiro

Gerson Kauer

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A difícil intimação de um fazendeiro, já conhecido no meio forense, como o Senhor Caloteiro. O êxito da diligência só acontece porque, no esconderijo, o devedor é acometido de coceira causada por urtiga.

A política também tem essas coisas

Gerson Kauer

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O José Teutônico um dia tornou-se político famoso. Seu gabinete estava recheado de assessores jovens, bonitos, bem vestidos, perfumados, alegres – às vezes até demais. De repente, ele divorciou-se da esposa socialite. E passou a ser conhecido como “Maninha”. O texto é do advogado Carlos Alberto Bencke.

Castigo financeiro e caligráfico

Gerson Kauer

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Autor de 45 ligações obscenas a uma massagista, um homem torpe foi condenado a pagar reparação moral. A vítima concordou em reduzir e parcelar o valor indenizatório só depois que o depravado capitulou: teve que escrever 200 vezes, em apurada caligrafia, que as mulheres devem ser respeitadas.

Recurso especial com sabor de queijo francês

Gerson Kauer

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Não se tratou do já tolerado erro do “copia e cola”. Era uma folha à parte, íntegra e autêntica, contendo um ensinamento culinário: “Em uma tigela, misture três tomates maduros, três colheres de azeite e três colheres de manjericão fresco picado”.

Um motel na própria casa

Gerson Kauer

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O juiz lê a minuta de decisão - feita pela estagiária - em uma ação de interdição de Dona Amélia, 80 de idade. Na documentação, um detalhe chama a atenção: a assistente social relata que os vizinhos da idosa senhora informaram que, antes de a casa dela pegar fogo, ela – ali no próprio lar - alugava quartos para casais enamorados desfrutarem de momentos de prazer. 

O salvamento da justiça

Gerson Kauer

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Apesar de advertido pelo colega de jurisdição, o magistrado embriagado lança-se ao rio, a pretexto de nadar. Começa a afogar-se, mas, felizmente, é salvo por circunstantes. Devolvido à terra firme, o juiz comemora em tom etílico: “A justiça foi salva! Homologo o acordo para que surta seus jurídicos e legais efeitos”...

RELEMBRE, TAMBÉM, OS DEMAIS ROMANCES FORENSES PUBLICADOS EM 2018

Menos que um “auxílio-moradia” de indenização

Mais um caso de perturbação de casal, via telefonemas partidos de celular “não identificado”.  Flagrado pelo grampo autorizado judicialmente, o abelhudo pretendeu justificar-se, dizendo estar depressivo. E que só ligava depois de embriagar-se para ganhar coragem...

A sogra, ou a soga?

“A ação de usucapião ajuizada no foro de cidade próxima ao litoral norte gaúcho se referia a uma pequena área de terra, que passou a ser valiosa porque a cidade cresceu para aqueles lados”. O texto é do advogado Carlos Alberto Bencke.

O “Livro do Juiz”

O “Doutor Inclemente”, magistrado circunspecto, às vezes trata seus auxiliares com rispidez. Ele tem um estranho hábito: em todas as suas atividades e aparições – inclusive as protocolares – ele leva às mãos um livro cujo título tem letras graúdas. É o VADE MECUM.

Plano empregatício de gravidez programada

Numa empresa em que a predominância de trabalhadores é feminina, insólitas planilhas baixadas pelos patrões. A interferência na autonomia das mulheres, a respeito de seus projetos de vida, de felicidade e dos desejos dos seus corpos.Quem pretender engravidar “deverá comunicar seis meses antes da data provável da desejada concepção”.

A experiência dos velhinhos

Segundo a cartilha do banco, os saques mínimos no atendimento presencial seriam de R$ 200. Saiba como a idosa senhora - mãe de um advogado e avó de um estagiário do tribunal - convenceu o caixa de que ela tinha direito líquido e certo a sacar apenas R$ 50.

´Paga o churrasco ou vai preso!´

Como uma desavença em uma aposta em Gre-Nal rapidamente foi parar numa audiência forense. Entre os convidados, um dos juízes da comarca que, mesmo sendo torcedor do Inter, tomou severa providência e expediu mandado judicial para que o oficial de justiça intimasse o cônsul colorado a comparecer imediatamente ao fórum.O texto é do advogado Carlos Alberto Bencke.

Quando a vida vira Coca-Cola

O departamento de aposentados da grande e atuante associação de juízes realiza um encontro de colegas jubiladas. Por sugestão de desembargadora oriunda do Ministério Público, convidam-se também promotoras e procuradoras de justiça.

Reunião da turma de Direito

Por que, de 1988 a 2018, o mesmo grupo de advogados (as), magistrados(as) e promotores(as) decidiu, a cada dez anos, sempre comemorar o aniversário de formatura na... churrascaria Picanha Excelência.

Barbatimão jurídico

Em processo de divórcio litigioso, o estagiário – que sempre faz minuciosos projetos de sentença - deparou-se, estupefato, em meio às petições, com uma confidência que um dos advogados da causa fizera à sua dileta noiva. Era mais um caso de erro do “copia e cola”

O direito de amar

Foram quase quatro meses de confinamento na “casa famosa” do Big Brother Brasil. E o (ex) companheiro da vencedora queria participação no prêmio dela. Mas o juiz indeferiu “os despropositados pedidos masculinos”.

O surpreendente maranhão

O insólito acontecimento durante a protocolar audiência: na conciliação processual de um casal que se separara, surge à mesa um sugestivo artefato erótico de silicone. A juíza ameaça chamar a polícia. E a solução é esconder o objeto provocador do (suposto) prazer por baixo do paletó de um dos advogados.

O perpétuo silêncio

São quatro pesadas ações litigiosas entre marido e mulher. O juiz preocupa-se com as repercussões na sociedade da média cidade. Afinal, celebra-se o acordo. Mas na comarca, agora só se fala sobre ´swingueiros´ detalhes de várias alcovas com dois, três, seis – ou mais – personagens.

O despejo do juiz

A surpresa da esposa do magistrado ao receber, certa manhã, a visita de um oficial de justiça. Este, apresentando-se no endereço residencial do casal, trazia, formalmente perfeito, um mandado. Deveria despejar o inquilino inadimplente com os aluguéis e que sequer tinha utilizado a opção de purgar a mora... 

O caixão das gavetas secretas

Um provecto cidadão, em cidade gaúcha, está no leito da morte. Ele então pede a um dos filhos que atenda seu último desejo: colocar no seu esquife cinco mil dólares, que ficara devendo a um irmão com quem se desaviera, antes do falecimento deste. A história é contada pelo advogado Maurício Antonacci Krieger.

Alínea 13, conta encerrada

Se o valor da ação de execução é de R$ 2 mil, o advogado pode cobrar honorários contratuais de R$ 2.500?

Relações sexuais proibidas por determinação do MP

Em plena audiência de uma ação de interdição de cunho parcial, a surpresa quando a interditanda se dirige à promotora de justiça. E dela pede, então, a revogação da proibição de que fizesse amor com o marido...

Justiça pelos próprios gritos

O cidadão cinquentão, divorciado, estressado pelo excesso de trabalho, vai em busca de novidades sexuais. Na hora da despedida, desacerta-se financeiramente com os prestadores do serviço. Na semana seguinte, os credores procuram o Juizado Especial Cível. Mas tudo é pura ficção da “rádio-corredor” forense.

“O seu nome é Fátima, doutor?”

Há alguns nomes próprios que se prestam a confusões de gênero, como Darcy, Abigail e Nadir. Entretanto, não se conhece nenhum registro de homem chamado Fátima. Só que a jovem juíza faz uma pergunta típica à estultícia...

Distribuição de chupeta (s)

A entrega de chupeta a um médico que, em audiência, se opunha à pensão alimentícia que teria que pagar. Mas - segundo a “rádio-corredor” forense - os bicos ortodônticos também eram oferecidos pelo juiz a advogados com quem ele estaria em linha de confronto jurídico. 

A falta de provas

Dois dias depois do julgamento de segundo grau que condenou o ex-presidente da República, começa um cursinho de Direito, com duas dezenas de jovens que aspiram o ingresso na magistratura. Na aula inaugural, o professor de Direito Penal conta uma história conjugal: um político militante desconfiava que sua esposa era adúltera. Então...

Mulher juíza, não!

Caro leitor(a), palpite onde ocorreu. Envie o cupom eletrônico, depois de ler a história de um ´machista´ que – durante audiência - deixou em polvorosa uma magistrada, uma promotora, uma defensora pública, uma escrevente e uma estagiária. Ele era acusado de crime ambiental: maus tratos contra o seu próprio cavalo.

Como passar pela alfândega sem mentir

A ajuda a uma passageira que chegava, em voo internacional, com a quota de importação ultrapassada. E a inteligente argumentação de um padre para convencer a agente da Receita Federal de que não havia irregularidade tributária.

Quando o suposto amor vira negócio

O cliente, à hora da saída do motel, acelera o carro, derruba a cancela e se vai em desabalada fuga. Saiba porque, em Juízo, o tresloucado gesto do homem comove o juiz e obtém simpatia do dono do estabelecimento de hospedagem.

Pensão alimentícia de ministro do STF

Numa ação de alimentos, de uma menina de 4 anos, contra um dos craques da seleção brasileira, uma curiosa decisão inicial: a fixação da obrigação mensal de R$ 37.476, “o valor do maior subsídio pago a um ministro do Supremo Tribunal Federal”.

Gafe na piscina

O advogado e a promotora de justiça constituíam um jovem casal. Poucos dias antes eles tinham convolado núpcias. Então partiram à Jamaica, em lua-de-mel. As peças do biquíni dela estavam folgadas demais...

O sapo advogado

Pipocam, na Ordem, reclamações sobre a propaganda das performances e badalações de determinado profissional da advocacia. Então, o locutor da “rádio-corredor” evoca uma fábula de Ésopo: “O Doutor Frog foi estufando pescoço, bochechas, barriga, peito etc., mas terminou explodindo”.

Amor à prova de balas

O homem é denunciado por tentativa de homicídio contra a própria companheira. Um tiro de raspão na cabeça; o outro num dos olhos dela. A vítima fica com apenas 50% da visão. Mais tarde, após a condenação dele, a reconciliação do casal. Adivinhem como era o nome dele?

 

Os vinhos da Lava-Jato

O destacado advogado gaúcho, recém divorciado, atuante na defesa de gente alcançada por decisões de Sérgio Moro, entra com a jovem namorada num notório restaurante em Porto Alegre, olha a carta de vinhos e pede uma garrafa do mais caro dos itens disponíveis.

Exagero na relação conjugal

Meia-noite de uma sexta-feira, Sua Excelência e a esposa – ele cinquentão, ela quarentona - tentam apimentar o relacionamento sexual. Por isso combinam que ela, em decúbito ventral, será algemada num dos decorativos vãos da cabeceira da própria cama do casal

O grande gol da advogada

A ascensão da profissional do Direito. E também sua felicidade depois do início do romance com um conhecido futebolista, presença constante em gramados brasileiros.

Prêmio para o magistrado

O juiz recém instalado na comarca vai ao restaurante mais famoso da cidade, que é de propriedade de ativo advogado. O magistrado pede o famoso “leitão da casa” para recepcionar, no almoço dominical, sua noiva e os pais dela. Então, a chocante surpresa: algo de estranho no recheio do opíparo quitute... O que acontece depois? A história é contada pelo advogado Carlos Alberto Bencke.

O sexo e a vizinhança

Periodicamente, em um prédio da Independência, ouve-se o eco de tapas seguidos de gemidos altos. Os vizinhos já sabem que, em seguida, haverá muitos gritos decorrentes de cenas explícitas de sexo. O caso chega a Juízo. A juíza convida o casal participante e os vizinhos “à tolerância e à moderação, pelo bem social”.

A fórmula lucrativa da garota-de-programa

Uma rara e demorada demanda judicial: a ação em busca de lucros cessantes de uma jovem mulher que se acidentou durante viagem com o parceiro pagante. E uma afirmação prosaica no recurso de apelação: “A prostituição é atividade alternativa no mercado de trabalho para jovens brasileiras sem perspectiva de emprego"

Perfume de segunda categoria

Após presidir a audiência de ação penal relativa a roubo à mão armada ocorrido em uma loja de perfumes, o elegante juiz é surpreendido com a pergunta desferida pela vítima: “Doutor, o senhor tem compromisso para hoje à noite?