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Edição de TERÇA-feira, 13 de novembro de 2018.
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Senador condenado é autorizado pelo STF a realizar trabalho externo no... Senado!



David Ferraz – SUDOESTE HOJE

Imagem da Matéria

 Santo trabalhador!

O ministro Alexandre de Moraes autorizou o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que cumpre pena por crimes contra o sistema financeiro, a realizar trabalho externo no Senado. O benefício foi assegurado mediante o cumprimento das condições e dos horários a serem estabelecidos pelo Juízo das Execuções do Distrito Federal.

O senador foi condenado pela 1ª Turma do STF a 4 anos e 6 meses, em regime inicial semiaberto, por desvio de finalidade na aplicação de financiamento obtido em instituição financeira oficial. A defesa solicitou a concessão do trabalho externo “em razão de sua compatibilidade com o regime semiaberto” e pediu que a atividade seja realizada nas dependências da Casa Legislativa.

O Senado peticionou nos autos, afirmando sua “plena colaboração para viabilizar a realização do trabalho externo solicitado, até deliberação sobre a perda do mandato parlamentar”

Faz parte do jeito atual do Brasil. (AP nº 935).

 Simpatia por Moro

O novo presidente da República fará, futuramente, duas indicações ao STF (2020 e 2021) e duas ao STJ (ambas em 2020), além de nomear dez desembargadores aos tribunais regionais federais, e também nas cortes regionais trabalhistas.

O governo nomeará no mínimo o ministro da Justiça, o advogado-Geral da União e o diretor-geral da Polícia Federal, além de indicar um procurador-geral da República.

Nas entrevistas, Fernando Haddad (PT) tem dado curvas nas respostas sobre suas preferências pessoais.

E Jair Bolsonaro (PSL) não tem dado pistas objetivas sobre o que faria com os cargos jurídicos sob seu comando, caso eleito. O que ele tem deixado claro, até em entrevistas, é que gosta da "linha dura" no Judiciário e que não dará atenção a quem considere “ligado ao viés ideológico de esquerda".

Sobre uma das vagas no Supremo, Bolsonaro respondeu, em entrevista à TV Cidade, de Fortaleza, em junho, sobre possível indicação do juiz Sergio Moro. “Da minha parte, tudo bem. Eu não sei se ele aceitaria integrar essa corte. Mas seguramente o País precisa de pessoas do perfil dele – sério, patriota e que quer o bem para o Brasil”.

 Pesquisa pronta

O STJ publicou quatro novos temas da pesquisa sobre questões jurídicas relevantes sedimentadas na corte.

1) A ausência de indicação da data de emissão da nota promissória afasta a exigibilidade do título.

2) A existência de decisão de mérito julgada sob a sistemática da repercussão geral autoriza o julgamento imediato de processos que versarem sobre o mesmo tema, independentemente do trânsito em julgado do paradigma.

3) O prazo previsto no artigo 229 do CPC de 2015, correspondente ao artigo 191 do CPC de 1973, não se aplica ao agravo interposto contra a decisão que nega seguimento a recurso especial, mesmo que haja litisconsortes com procuradores diversos. É que somente o autor dessa irresignação possuirá interesse e legitimidade para recorrer.

4) Em Direito Ambiental, aplica-se o princípio “in dubio pro natura”.

• Erro de eleitores no RS

No primeiro turno das eleições, 115 mil gaúchos anularam o voto para governador ao teclarem 17, número do presidenciável Jair Bolsonaro, quando o PSL não tinha candidato para tal cargo no RS. Tal dado numérico, confirmado pelo Tribunal Regional Eleitoral, vem complementado pela informação de que não houve fraude em qualquer urna que passou.

O procurador da República João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, membro auxiliar da Procuradoria-Geral Eleitoral, usou sua conta no Twitter para ressaltar que apesar de as pessoas atribuírem o suposto problema a fraudes, o que realmente aconteceu é que as elas não souberam usar a urna na hora de votar, desconhecendo a ordem dos candidatos.

"Mesmo diante de inúmeras explicações racionais, ainda há uma grande massa de pessoas que insiste em atribuir os problemas a fraudes, de forma absolutamente irracional, fomentando teorias da conspiração e propagando ´fake news´” – escreveu Tavares.

 Empacotadores não obrigatórios

O plenário do STF julgou, na quarta-feira (24), inconstitucional lei do Município de Pelotas (RS) que obriga supermercados e similares a prestarem serviços de acondicionamento ou embalagem de compras.

Por maioria de votos, o colegiado negou provimento a recurso extraordinário interposto pelo município contra decisão do TJRS. A tese aprovada afirma que “são inconstitucionais as leis que obrigam os supermercados ou similares à prestação de serviços de acondicionamento ou embalagem de compras por violação ao princípio da livre iniciativa”. (RE nº 839950).

 Deve, pode pagar, mas...

O desembargador Raulino Jacó Brüning, do TJ de Santa Catarina, proveu parcialmente agravo de instrumento, acolhendo um dos pedidos da Incorporadora de Shopping Center Florianópolis S/A, determinando a suspensão da CNH de um lojista devedor.

O magistrado considerou a vida que o homem ostenta nas redes sociais e concluiu existirem “fortes indícios de que ele possui condições financeiras para adimplir a dívida”.

O shopping ajuizara ação de cobrança de R$ 80 mil de alugueis. O juízo de 1º grau indeferiu o pedido para que fossem suspensos a carteira nacional de habilitação e o passaporte do executado, bem como bloqueados os seus cartões de crédito.

Houve recurso do credor, sustentando que “foram esgotados os meios lícitos para busca de bens passíveis de penhora – entrementes o empresário o oculta seu patrimônio, embora ostente estilo de vida confortável nas redes sociais, incluindo viagens internacionais”. O julgado deferiu parcialmente o pedido e determinou a suspensão da CNH do devedor. (Proc. nº 025391-16.2018.8.24.0000).


Comentários

Cleilson Nogueira Trindade - Pastor Evangélico 26.10.18 | 13:25:55

Sobre o erro dos eleitores em digitar o nº 17 para governador, quando não havia candidato com esse número para tal cargo em tal Estado, então por que o TRE-RS não explica a razão das urnas terem encerrado justamente aí, não permitindo o voto para presidente?

Sandro Pereira Cardoso - Advogado 26.10.18 | 11:33:56
Baita site de noticias jurídicas.
Eliel Valesio Karkles - Advogado 26.10.18 | 11:06:11
Sobre a suspensão da CNH... Certíssimo! Quem não tem carro no seu nome, não é motorista profissional, não precisa ter CNH... Vai de ônibus. Que MAIS juízes tomem esta posição.
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