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Edição de TERÇA-feira, 13 de novembro de 2018.
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Aeroporto de Florianópolis passa a ser o pior das capitais brasileiras



Arte de Camila Adamoli e charge de Genildo.

Imagem da Matéria

Ø Passageiros demais...

Espantosa a falta de condições atuais do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis (SC), concedido em janeiro deste ano – até 2048 - ao grupo suíço Zurich Airports.

Enquanto engatinha a construção do novo terminal, prometida para o final de 2019, os passageiros - mesmo pagando taxa de embarque de absurdos R$ 29 - ficam sujeitos a disputar espaços nas congestionadas e precárias salas de “embarque” (?) e desembarque. Não há sequer a compensação de atendimento pessoal gentil. Este foi o desumano retrato do empurra-empurra do feriadão.

Como a própria nova administradora prevê um aumento de 38% dos voos internacionais, já para o próximo verão, fica fácil imaginar o futuro caos.

O slogan atual de “Seu conforto lá nas alturas” é uma mentira e está mais para “seu total desconforto em terra firme”.

Ou, quem sabe, “passageiros demais, consideração de menos”. A conjunção é agravada pela omissão da Infraero.

E assim o deteriorado aeroporto da simpática capital catarinense é, por ora, candidato a ser um dos piores do Brasil – conforme avaliação de dezenas de pessoas que ali passaram deterioradas horas durante o chuvoso feriadão que passou.

Ø Penúltimo e... último!

O Espaço Vital antecipa dados de uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, a ser oficialmente divulgada amanhã (17).

As tabulações sobre o medo e as consequências da violência, a descrença na honestidade das eleições, e a desconfiança no governo federal colocam o Brasil em 129º lugar numa relação de... 130 países que teve cidadãos entrevistados. Deem-se conta de que nossa nação está em penúltimo lugar.

Mas ainda há o pior: no caso das lideranças políticas, a aprovação pelos entrevistados é de apenas 9%.

Neste item, o Brasil tem o pior índice do planeta. Estamos no fundo do saco.

Ø O crime compensa...

Tido como um dos principais operadores do lado sujo da Lava Jato, o empresário e lobista Adir Assad se prepara para deixar a cadeia e cumprir o regime aberto diferenciado, com restrições de horário e uso de tornozeleira eletrônica. Foi tanto coisa a contar que a delação premiada foi firmada com as forças-tarefas em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Em contas mantidas em seis bancos, Assad movimentou R$ 1 bi e 800 milhões por meio de empresas de fachada.

Foi assim que notas frias - emitidas por grandes empreiteiras – transformaram-se em dinheiro para virar propina, com ricochetes na CPI do Cachoeira, escândalo da construtora Delta, Petrolão e outras operações menos votadas.

Ø Ruins de urnas

Com os seus 0,03% de votos, João Goulart Filho, o filho de Jango e Maria Tereza Goulart, passou para a História do Brasil como o segundo pior desempenho entre as 87 candidaturas à Presidência da República, desde a volta das diretas em 1989.

Pior que Janguinho e seus 30.176 votos, só mesmo Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária que teve 0,01% em 2010. Ele bisou o percentual em 2014. Quantitativamente, foram 12.296 e 12.324 votos.

Ø O “bom” parlamentar

Figurante entre os 20 principais nomes do Congresso que foram derrotados nas eleições do dia 7, o gaúcho Darcísio Perondi (MDB-RS) foi um dos poucos que aceitou fazer públicas reflexões sobre o porquê de ter sido, politicamente, defenestrado depois de quatro mandatos de deputado federal.

Comparando suas votações (109 mil votos em 2014; 39 mil em 2018), Perondi avalia que “a derrota foi acachapante”. E aponta a causa maior: “O povo não entendeu as reformas de Temer”.

Perondi disse que ficou triste, mas não chorou – e que, como médico pediatra, voltará aos consultórios.

Ele imagina que quem perde com a sua ausência na Câmara “é o Brasil”. E arremata com uma avaliação em causa própria: “Eu era um bom parlamentar”.

Há controvérsias. Elas estão calcadas nas atuações de Perondi ante as duas denúncias contra o presidente Temer, que o deputado ajudou fortemente a brecar na Câmara.

Ø Trabalho, etcetera

Bem-vindo! O vice-presidente do TRT-RS, desembargador Ricardo Carvalho Fraga, passa a escrever – regular e quinzenalmente – como colaborador do Espaço Vital. Seus textos de tema-livre abordarão principalmente a Justiça laboral.

Eles serão publicados às terças-feiras alternadamente. Hoje está sendo a estreia. Sua próxima presença será na terça-feira 6 de novembro.

Ø Nos braços de Hipnos, ou de Morfeu?

Longe da realidade brasileira, a direção do Senado sonha e – vejam só - acaba de abrir licitação para a compra de camas e colchões para as residências oficiais dos 81 políticos que estarão no suposto batente a partir de 1º de janeiro de 2019.

Serão, ao todo, 140 conjuntos para o bom dormir... e sonhar.

No edital, curiosas minúcias: molas individuais ensacadas, tecido bordado e “molejo” adequado para quem pesa até 120 kg.

Haverá, aí, o dedo de algum obeso na indicação? Ou o numeral 120 será a soma do peso de um cidadão de 70 quilos com o de uma acompanhante de 50?...

A propósito do título deste tópico, a droga morfina tem seu nome derivado de Morfeu, pois ela propicia ao usuário sonolência e efeitos análogos aos sonhos. Morfeu é comumente confundido com seu irmão Hipnos, este sim o deus do sono.


Comentários

Luiz Victor S. De Moraes - Corretor De Imóveis 16.10.18 | 10:43:02
É um absurdo colchões para senadores, com tudo que eles ganham, falta vergonha na cara, propor uma coisa dessas.
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