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Edição (antecipada) de quinta-feira, 11 de outubro de 2018.
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A aritmética da oposição às eleições da OAB-RS: chapa com 71 homens e 71 mulheres



Arte de Camila Adamoli sobre imagem VIX

Imagem da Matéria

 Paridade oposicionista

O movimento de oposição às eleições de final de novembro para a OAB-RS definiu, no fim de semana, a efetiva paridade entre os gêneros masculino e feminino para a formação na chapa que terá um interessante apelo: “Mulher não vota em quem veta”. Os 142 cargos disponíveis serão divididos paritariamente: 71 para homens, 71 para mulheres.

Como candidatos a titulares no Conselho Seccional serão inscritos 33 homens e 33 mulheres; outro tanto, numericamente, como pretendentes à suplência no mesmo órgão.

Os dez cargos de diretoria da OAB-RS e da Caixa de Assistência dos Advogados serão preenchidos por cinco postulantes homens e cinco mulheres.

E para as seis vagas no Conselho Federal serão inscritos três advogados e três advogadas. “É a paridade que pregamos” – diz o pré-candidato à presidência Paulo Petri.

A propósito: o publicitário Alfredo Fedrizzi é quem está cuidando da imagem e da publicidade da chapa de oposição.

Depois de 30 anos comandando a Agência Escala, Fedrizzi – que dela se desligou em maio de 2017 - agora trabalha com gestões de imagem e reputação.

  Realidade situacionista

A seu turno, o que a situação na Ordem gaúcha tem definido é que Ricardo Breier concorrerá à reeleição, faltando escolher quem será, do gênero feminino, sua companheira de chapa.

O movimento OAB Mais, que está no poder desde 1º de janeiro de 2007, tem um problema de composição, entre grupos, na divisão de cargos. Os atuais vice-presidente Luiz Amaro Pellizzer e 1º secretário Rafael Braude Canterji tinham pertinentes aspirações presidenciais.

Porém estas, ao que tudo indica, não serão atendidas.

 Para açucarar

Interessado no desfecho de um possível segundo turno, o ex-ministro da Fazenda (governo Sarney) Luiz Carlos Bresser-Pereira tem procurado aproximar grandes empresários, entre eles Abílio Diniz (81 anos), do petista Fernando Haddad.

Economista e bacharel em Direito, Luiz foi o criador do Plano Bresser (1987) que aumentou impostos e congelou salários, preços e câmbio por 90 dias, na expectativa de combater a inflação. Esta, que antes do “plano” era de 23% anuais, atingiu 366% seis meses depois. Bresser então foi substituído por Maílson da Nóbrega.

Fora da política, Bresser foi exitoso participante das negociações para a libertação de Abílio Diniz, capturado em 11 de dezembro de 1989, por dez sequestradores, de vários países sul-americanos ligados a um pretenso movimento de esquerda, com a suposta participação de petistas.

Detalhes argentários: Diniz foi eleito pela revista Forbes, em 2016, a 477ª pessoa mais rica do mundo, 14º lugar entre os brasileiros. Ex-controlador do Grupo Pão de Açúcar, Diniz atualmente está cacifado como presidente do Conselho de Administração da Península Participações, presidente do Conselho de Administração da BR Foods, membro do Conselho de Administração do Grupo Carrefour e sócio majoritário das Casas Bahia.

 Trabalhadores do Brasil

Uma pesquisa qualitativa realizada por uma empresa de Curitiba pediu a 3.000 eleitores, em tosos os Estados brasileiros, que definissem, independentemente da verdadeira ocupação ou formação profissional, cada candidato citando uma profissão. O resultado produziu surpresas. É assim:

Jair Bolsonaro, militar;
Fernando Haddad, professor;
Ciro Gomes, motorista de táxi;
Geraldo Alckmin, funcionário público;
Marina Silva, enfermeira; Álvaro Dias, advogado;
Henrique Meirelles: professor de matemática.

No sonho de ser presidente da República, Henrique Meirelles gastou R$ 45 milhões até aqui, da própria riqueza. Ele está com 2% das intenções de votos. Considerando os (estimados) 147 milhões de brasileiros que irão às urnas, o ex-banqueiro e ex-ministro tem 2,9 milhões de simpatizantes.

Assim, o “professor de matemática” Meirelles já deve ter concluído que cada voto lhe “custou” R$ 15,52. Como precisa do apoio de 75 milhões de pessoas (50% do colégio eleitoral), no mesmo raciocínio Meirelles precisaria colocar mais R$ 1 bilhão e 140 milhões no projeto.


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