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Edição de terça-feira , 18 de setembro de 2018.
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Tic-tac sem craques é um desastre!



• Vários assuntos para hoje. O primeiro diz respeito ao tic-tac de algumas seleções, a posse de bola e as inexoráveis derrotas. Interessante é que o único time que poderia praticar o tic-tac é o Brasil, que possui 11 craques. Mas quem quis mais fazer isso foi a Espanha, cujos craques são poucos. O futebol da Espanha é grande por causa dos estrangeiros. Mas a seleção da Espanha é um “me engana que eu gosto”.

E começou uma grande discussão sobre o tic-tac e sua eficiência. Para mim, ele não é bom e nem ruim. O tic-tac depende de craques que possam agudizar o produto ´tictaqueado´. Sem alguém que faça as penetrações e “metidas” de bola, o time pode ficar com 70% de posse de bola e, ao final, perder nos pênaltis ou por uma escapada.

No fundo, dependendo do “corpo de jogadores”, o tic-tac pode ser um esquema “por uma bola”. A Espanha, em 120 minutos, fez três conclusões. Patético!

Faltou à Espanha o que Neymar ou Philippe Coutinho fazem. Faltou à Espanha o William. Aí sim o técnico poderia fazer o tic-tac.

Como por aqui, o Atlético Paranaense encantou cronistas da IVI. Se mijaram com o técnico Fernando Diniz – seria “o novo Guardiola”. Só se falava nisso. Escrevi, à época, que não ficaria dois meses no cargo. Não só eu. Ricardo Wortmann e outros amigos meus disseram o mesmo. Não se faz tic-tac- ou o nome que se dê a isso - sem que se tenha as peças ideais.

O time do México se meteu de pato a ganso. Quis tocar a bola e esqueceu que seu time é formado por Chaves, Kiko e ´seu´ Barriga. Aí não dá. Ficou-lhe barato o placar.

Que Copa ruim. A cobrança de pênaltis de Dinamarca e Croácia foi de chorar. E a Alemanha, com jogadores sonolentos matando a bola de canela? Foram campões em 2014 praticando um bom toque de bola, mas agora algumas peças não funcionaram. Fiasco!

Com a saída de Artur, penso que o tic-tac do Grêmio, que encanta a todos nós e dá raiva na IVI, pode estar com os dias contados. A ver (sem h).

• No mais, ouço o dramático espetáculo a que as rádios que não à Gaúcha – que tem a exclusividade da transmissão da Copa – estão fazendo para captar algumas nesgas ou migalhas do espetáculo. Extremamente injusto que uma emissora tenha o monopólio de transmissão. Diria que é antirrepublicano. O futebol é para o povo todo e não apenas para quem compra o monopólio. A rapaziada se esforça para transmitir sem transmissão. Triste. Mais uma coisa antirrepublicana em Pindorama. Por aqui, tudo é tão “negócio” que até o ócio é vendido para quem paga mais. De fato, o grupo Globo e afiliadas fazem um negócio – negam o ócio aos demais veículos.

 Agora, a polêmica Mario Fernandes. Para quem não tem o que fazer, fica isso: foi Roth quem inventou Mario Fernandes na lateral?

Não! Foi Paulo Autuori. Que, ao que consta, foi o mesmo quem disse que o MF iria terminar a carreira no Olaria. Bingo.

• Numa palavra: aguentar os locutores de rádio e tevê da Copa é dose. Palhaçadas, vergonha alheia, platitudes, lições de moral (sic)... enfim, a copa “globalizada” é isso mesmo. Uma coisa para irritar.


Comentários

Sidnei Antonio Mesacasa - Autonomo 04.07.18 | 12:31:11
Os narradores poderiam começar aprendendo a pronúncia correta dos nomes dos jogadores. É piada. Griezman (Grismâm) vira Grísmam. Hernández vira Hernandêz só porque tá na França. O Kim Min-Woo vira Kim-Min Vu. Woo pronuncia-se "Uu" Jader Rocha! Não é Vu não. Ainda bem que não houve o mesmo erro com o Kagawa...
Hugo Schirmer - Escrivão Aposentado 03.07.18 | 13:44:41

Por isso e mais aquilo, é que procuro nem ver e nem ouvir nada de Copa. Tudo uma porcaria, como disse acima o Dr. Lênio. Metem-se de pato a ganso e sai cada uma... tomara que termine duma vez.

Alex Jung - Advogado 03.07.18 | 11:05:27

Vejo todo mundo engajado com a Copa do Mundo. Daí me pergunto: se o Brasil for hexa será que teremos saúde digna, educação, segurança, penas exemplares para aqueles que usam indevidamente o dinheiro dos impostos (nosso dinheiro!!), processos céleres no Judiciário, etc? Fica a reflexão.

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