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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.

Padre condenado a 33 anos de prisão por estupro de vulnerável



Reprodução do Youtube

Imagem da Matéria

O padre Marcos Roberto Ferreira, 37 de idade, foi condenado a 33 anos, dois meses e seis dias de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável. Os casos foram registrados em maio de 2017, quando o sacerdote levou cinco crianças e adolescentes para um retiro na cidade de Joinville (SC). O réu também foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão, em regime semiaberto, por ter dado bebida alcoólica para crianças e adolescentes.

O caso julgado diz respeito a abusos cometidos contra dois menores, de 12 e 13 anos. Um deles é afilhado do réu. A defesa do padre nega as acusações e diz que ele vai recorrer da decisão proferida na comarca de São Francisco do Sul (SC).

A Diocese de Joinville informou, em nota, que o padre Marcos está afastado do ministério sacerdotal desde que as denúncias foram conhecidas, em junho do ano passado. O processo corre em segredo de justiça para preservar as vítimas.

Marcos está preso desde junho de 2017 em São Francisco do Sul (SC), após a Polícia Civil catarinense levantar a existência de pelo menos cinco casos de abusos. Em um dos casos, os policiais utilizaram, como prova, a troca de mensagens entre uma das crianças e os pais.

O menor, de 13 anos e natural de São Francisco do Sul, participava do retiro em Joinville quando se trancou no banheiro e pediu que os pais fossem buscá-lo, pois estava com medo dos atos do padre. Os casos foram originados na Paróquia Santa Paulina, em São Francisco do Sul. À Polícia, familiares das vítimas relataram que o padre frequentava suas casas e mantinha contato de proximidade com as crianças além do aceitável. O religioso foi removido de paróquia antes de casos virem à tona

Das 15 testemunhas ouvidas durante inquérito policial, apenas uma disse que “não via maldade na relação do padre com as crianças”. As demais testemunhas relataram casos ainda desconhecidos pela investigação, entre os quais ter visto o padre tocando as partes íntimas de uma criança.

Quando os casos vieram à tona, Marcos tinha sido removido pouco antes de São Francisco do Sul para Joinville e, mesmo assim, continuava levando crianças por onde passou para seus retiros religiosos – ou para dormirem em sua casa.

A Diocese de Joinville complementou que, diante da condenação em primeira instância, “continuará o processo canônico que culminará na redução ao estado laical do referido padre, ou seja, definitivamente não exercerá mais o ministério sacerdotal”.


Comentários

Paulo Alves - Advogado 11.05.18 | 13:10:56
É uma pena que instituições tão importantes são cada vez mais ignoradas por seus próprio membros/representantes. Usam e invocam o nome sagrado de Deus e de Jesus Cristo, mas os ignoram.
Aos poucos o que era exceção vai se tornando uma tendência.
O homem, em si, nunca é 100% confiável seja padre, pastor etc, porque estão aqui conosco neste Planeta de provações, ainda atrasado e pecaminoso. Criança o pai deve levar, buscar e vigiar.
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