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Edição (antecipada) de sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018.

Lula diz ter “certeza absoluta que não cometi nenhum crime”



O ex-presidente Lula está assistindo ao lado dos filhos, netos e de militantes do PT, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o julgamento do recurso no TRF-4 da ação penal em que, em primeiro grau, foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sergio Moro, no caso do tríplex em Guarujá.

Lula chegou ao sindicato às 10h08, junto com o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo Luiz Marinho; Roberto Teixeira, seu compadre e advogado; e o presidente do sindicato, Wagner Santana.

No prédio do sindicato Lula foi recebido por cerca de 500 pessoas que o saudaram com o grito "Brasil urgente, Lula presidente".

O ex-presidente ficou o tempo todo no segundo andar do prédio, que teve as janelas e varandas protegidas por panos azuis e vermelhos para impedir imagens de Lula ao longo do julgamento.

Apesar de tentar demonstrar otimismo, Lula já apontou para o futuro caso seja condenado. "Temos muito tempo pela frente para mostrar o equívoco, as mentiras contadas contra o PT e o Lula nesses últimos anos" – afirmou.

Ele disse que tem muita tranquilidade para enfrentar adversidades e que tem noção dos problemas que o país está vivendo.

Tenho certeza de que não cometi crime algum, assim como tenho certeza de que o que está acontecendo comigo é muito pouco perto do que estão fazendo com milhões de brasileiros que não entenderam a reforma trabalhista e vão ser massacrados”.

Antes de encerrar sua rápida conversa com os jornalistas, Lula deu um aviso: "Só o dia em que eu morrer eu vou parar de lutar pela democracia."


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