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Edição de sexta-feira , 21 de setembro de 2018.
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O chumbo grosso que vai ganhando trânsito livre



Arte de Camila Adamoli sobre fotos Divulgação

Imagem da Matéria

O Pampa limpo

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) fechou-se em copas sobre a recomendação do Conselho Estadual de Direitos Humanos para que não seja concedida a licença prévia de instalação e de operação para o Projeto Mineração Santa Maria Ltda., no município de Caçapava do Sul (RS). O empreendimento é titulado pelas empresas Votorantim Metais e Iamgold (esta canadense-norueguesa).

O Espaço Vital não obteve retorno à tentativa de contato com Ana Pellini, diretora da Fepam.

O documento do CEDH alerta sobre “inconsistências teóricas, técnicas e metodológicas do EIA-Rima”, como que o projeto da Votorantim Metais Holding e da Iamgold Brasil representa “uma afronta aos direitos estabelecidos por legislações nacionais e internacionais”.  Seria um risco de repetição ao que aconteceu em Mariana (MG).

Nesse caso da bacia do Rio Camaquã, as populações sem recursos que abraçaram a causa obtiveram, na semana passada, um apoio de grande efeito do carismático Guri de Uruguaiana. Nas redes sociais circula um testemunhal dele, declarando-se “a favor do Pampa e do Rio Camaquã limpos, sem esse negócio de mineração de metais pesados”.

O Guri apela “à preservação da natureza do Rio Grande”. E faz uma crítica, bem a seu jeito, contra a especulação por grupos econômicos. “Que barbaridade!” – arremata.

A propósito: o Guri é de Uruguaiana, mas Jair Kobe, seu criador, é natural de Porto Alegre. Ex sacoleiro e dono de restaurante, cursou três faculdades (Análise de Sistemas, Música e Ciências Contábeis), mas não terminou nenhuma delas…

Jair virou Guri, ao acaso, em 2001, ao apresentar o show “Seriamente Cômico”, no Teatro do Ipergs. Desde então está na vida de comediante.

Veja o testemunhal do Guri de Uruguaiana: Mas que barbaridade!

Procuram-se honestos dispostos!

• O pesquisador Maurício Moura, da Universidade George Washington, nos Estados Unidos, e fundador da consultoria Ideia Big Data, foi a campo para tentar entender quem é o candidato “de centro” ideal para o Brasil. A equipe dele ouviu 10 mil eleitores.

Destes, 57% disseram “não querer nenhum candidato sequer citado na Operação Lava-Jato, independentemente de ter sido absolvido ou condenado”.

Mais: em outra sondagem, com 3.000 eleitores, 53%  deles preferem “um candidato de fora da política”. E o índice mencionado é também dos que afirmam “ter rejeição a algum partido político”. Nessa última abordagem, 95% rejeitam PT (56%), PMDB (20,5%) e PSDB (19,7%).

As características que devem compor a personalidade do candidato são: honestidade (42%), transparência (42%) e bom caráter (7%).

Alguém se habilita?

O médico consumidor

Inclemente - mas correto - crítico das políticas públicas de saúde no Brasil, o gastroenterologista Paulo Clemente de Argollo Mendes, presidente do Sindicato Médico do RS há 19 anos, teve na semana passada uma vitória judicial como simples consumidor. O 4º Juizado Especial Cível de Porto Alegre assegurou-lhe o direito de receber de volta o preço pago (R$ 4.104) por um novo e flamante – mas deficiente - “televisor Samsung de 55 polegadas, em curva, sistema a LED”.

O depoimento do técnico foi fundamental: “Quando, em julho, fazia a instalação, após abrir a caixa que estava lacrada, percebi um vazamento no LED do produto no lado esquerdo, como se tivesse vazado cristal. Acredito que o problema tenha decorrido de falha da própria fábrica ou do transporte”.

De tramitação eletrônica, a arenga judicial foi rápida. Desde o ajuizamento, até a sentença dois meses e uma semana. Elogios ao JEC! E para a sorte de Argollo, a tartaruga forense tradicional não foi vista nas proximidades. (Proc. nº 9034128-35.2017.8.21.0001).

A propósito: a ação do médico Argollo não foi contra a Samsung, mas contra a empresa vendedora do televisor – a CNova S.A. Ela é líder do mercado de comércio eletrônico na França e agora no Brasil, aqui parceira da Ponto Frio.

Vende, on line, eletrodomésticos, eletrônicos, computadores e artigos para o lar, de lazer e bens de uso pessoal. Tem cacife para atender a condenação imediatamente.

Conhecimento de causa

O juiz Sérgio Moro foi convidado pela diretoria da Petrobrás a palestrar, na estatal, sobre a operação que expôs o gigantesco esquema de corrupção que abalou o Brasil e surpreendeu o mundo.

Moro aceitou. Falta definir a data.


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